São Paulo - O mês de maio foi bastante negativo para o mercado acionário brasileiro. A Bovespa terminou o mês com perdas acumuladas de 9,50%, tendo de longe o pior resultado dentre as aplicações financeiras.
Comprar dólares foi a melhor opção do mês. A moeda norte-americana registrou valorização de 11,30% no mês passado. O Certificado de Depósito Bancário (CDB), que tem conquistado o investidor pessoa física com mais intensidade desde 2004, chegou a pagar 1,28% em maio. Os fundos de renda fixa renderam, na média, 1,02%. Muitos desses fundos perderam rentabilidade com o recente nervosismo do mercado.
Levantamento da consultoria Economática mostrou que este foi o pior mês de maio para a Bovespa desde 98. Desde o dia 10, o mercado entrou em uma fase de turbulências e solavancos. A desencadeadora do processo que trouxe perdas para muitos investidores foi a volta da preocupação com o futuro da política monetária norte-americana.
Temendo que os juros sigam em alta nos EUA, grandes investidores preferiram se desfazer de ativos de emergentes e adquirir títulos do Tesouro americano.
O ouro acompanhou a turbulência e subiu na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) no mês, até o dia 30, 13,6%. Como a Bovespa depende muito do capital externo - os estrangeiros representaram em maio 40% dos negócios feitos -, a saída deles de ações brasileiras derrubou o mercado. Até o dia 26 de maio, o saldo das compras e vendas de ações feitas por estrangeiros estava negativo em R$ 1,74 bilhão.
A queda da Bolsa paulista castigou ações de diferentes setores. Apenas cinco setores negociados na Bovespa conseguiram subir, sendo que 14 terminaram o mês com perdas. Até mesmo o setor bancário, que tem registrado resultados recordes em seus últimos balanços, teve alta média bastante pequena, de apenas 0,77%.
Quem mais sofreu nas últimas semanas foram as ações das empresas de telecomunicações, que caíram, na média, 14,13% no mês. Os fundos formados com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) chegaram ao fim de maio com oscilações tímidas. Até o dia 29 (último dado disponibilizado), os fundos Vale do Rio Doce/FGTS tinham alta mensal de 1,56%. Os fundos Petrobras/ FGTS acumulavam perda de 0,23% no período.
Para os mais conservadores, que mantêm suas economias aplicadas na caderneta de poupança, a rentabilidade em maio ficou em 0,69%.

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