São Paulo O fluxo equilibrado entre compras e vendas no mercado de câmbio levou o dólar a fechar praticamente estável, ontem. Depois de registrar bastante volatilidade, ou seja, oscilar entre altas e baixas, a moeda norte-americana fechou com leve valorização de 0,05%, cotada a R$ 3,440 na compra e a R$ 3,445 na venda.
Segundo Marco Antonio Azevedo, gerente de câmbio da corretora Brascan, o cenário externo mais uma vez dominou as atenções dos mercados. ''Pouca gente está apostando em uma alta forte do dólar, mas é complicado também ficar vendido nesse momento'', disse.
A enxurrada de análises sobre a iminente guerra no Iraque, marcada para começar amanhã à noite caso o presidente Saddam Hussein e sua família não deixem o país, foi a principal causa das oscilações na cotação do dólar.
A iminência de uma guerra dos Estados Unidos contra Iraque, que provocou ontem volatilidade nos principais mercados financeiros do mundo, não intimidou os investidores da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que fechou com ganhos de 2,54%, sexta alta consecutiva, acumulando valorização de 8,2% em seis pregões.
A Bolsa paulista atingiu ontem 11.150 pontos, maior nível desde 23 de janeiro último, quando fechou com 11.162 pontos. Além disso, o volume financeiro totalizou R$ 729,983 milhões. Embora ainda baixo, ficou acima da média diária registrada na primeira quinzena, que foi de aproximadamente R$ 541,676 milhões.
Segundo analistas, dois fatores colaboraram com o desempenho positivo da Bovespa. Um deles é a perspectiva de que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manterá hoje o juro básico da economia em 26,5% ao ano. Essa estimativa já vem estimulando os negócios desde a semana passada.
Outro fator que motivou os negócios foi a corrida dos investidores para se ajustar aos ganhos das bolsas norte-americanas registrados ontem. Luiz Antonio Vaz das Neves, diretor da corretora Planner, explica que em razão do vencimento de opções, o mercado interno não conseguiu acompanhar as altas registradas nas bolsas dos EUA anteontem, que superaram 3%. ''Quem teve que vender ações no exercício de opções pode ter entrado agora no mercado para repor suas carteiras'', disse Neves.

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