Dólar sobe
Ibovespa sobe

Moeda norte-americana encerra com alta de 0,09% a R$ 3,7327
Com liquidez reduzida, o dólar operou toda o dia sem firmar tendência clara, ora recuando, ora subindo. No mercado doméstico, os investidores seguem aguardando novidades sobre a reforma da Previdência, mas que só devem vir após o presidente Jair Bolsonaro voltar da Suíça, enquanto no exterior, o dia foi marcado pela expectativa sobre os rumos da saída do Reino Unido da União Europeia e por balanços corporativos nos Estados Unidos. O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,09%, a R$ 3,7327, mesmo com o recuo da moeda americana ante outras divisas de emergentes, como o México, a Turquia e a África do Sul.

Bovespa fecha na máxima após sessão marcada por instabilidade
A bolsa operou instável, alternando sinais durante todo o pregão, para fechar, na máxima, aos 94.393,07 pontos (+0,36%). Segundo um operador, pela baixa volatilidade em dia de vencimento de opções sobre o Ibovespa, a impressão é que as apostas dos agentes para o índice ficaram em torno do objetivo dos 94 mil pontos. O exercício também não foi suficiente para elevar mais fortemente o volume financeiro, que chegou ao final da sessão de negócios em R$ 16,4 bilhões. "A sustentação em torno dos 94 mil pontos durante todo dia evidencia que a média das apostas pode ter ficado ao redor disso", afirmou Ariovaldo dos Santos, gerente da mesa de renda variável da H.Commcor.

Investidores entram em compasso de espera com novo governo
Para além do exercício desta quarta (16), analistas dizem acreditar que os investidores estão em compasso de espera, no aguardo de ações mais concretas por parte do novo governo. Na espera por novidades, pesa o noticiário corporativo, entre elas a preocupação com o futuro da Embraer caso a operação com a Boeing se concretize. Por outro lado, o anúncio pela União Europeia de limitar as importações de aço brasileiro e de outros exportadores não chegou a afetar o desempenho dos papéis do bloco siderúrgico (PNA da Usiminas subiu 2,57% e ON de CSN, 3,33%). Entre as blue chips, Petrobras ON (+0,81%), Vale ON (+0,57%) e Bradesco PN (+0,48%) ajudaram na alta.

Taxas de juros futuros oscilam próximas dos ajustes da véspera
A ausência de fatos ou informações mais concretas do governo no que diz respeito a medidas de ajuste fiscal manteve o mercado futuro de juros em compasso de espera, com as taxas oscilando muito próximas dos ajustes da véspera. Ao final da etapa estendida de negócios, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2020 teve taxa de 6,60%, mesmo porcentual do ajuste de terça (15). O vencimento de janeiro de 2021 projetou 7,44%, ante 7,43%. Na ponta longa, o DI para janeiro de 2023 ficou com taxa de 8,52%, ante 8,50%. O vencimento de janeiro de 2025 teve a taxa levemente ajustada de 9,00% para 9,03%.

mockup