São Paulo O dólar encerrou ontem em queda de 3,03%, cotado a R$ 3,34 na compra e a R$ 3,35 na venda, abaixo do patamar de R$ 3,40 pela primeira vez desde 20 de setembro e o menor valor desde os R$ 3,245 do dia 17 daquele mês. Embalados pelo otimismo com o novo governo, analistas já mencionam inclusive um recuo para R$ 3,20.
Além do otimismo político, a queda do dólar é alimentada pela entrada de recursos externos no País, sejam dólares captados por bancos, sejam linhas de financiamento obtidas por empresas.
Na última quinta-feira, o Bradesco anunciou a captação de US$ 50 milhões em eurobônus, que deve atingir resultados acima dos esperados. Na últimas duas últimas semanas de dezembro, o mesmo banco e o Itaú juntos captaram US$ 325 milhões.
Bolsa A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou ontem em alta de 3,61%, com giro de R$ 602,609 milhões. O Ibovespa (que reúne as 56 ações mais negociadas) fechou aos 12.019. A Bolsa paulista não ficava acima dos 12 mil pontos desde junho de 2002.
As empresas do setor de energia registraram as maiores altas no pregão de ontem. As preferenciais da Cesp subiram 12,7%, as da Tele Centro Oeste, 9,95%, e as da Eletropaulo, 9,48%. Os papéis da Embratel também fecharam em forte alta: 9,18% (ON) e 9,12% (PN).
Devido a queda do dólar (a moeda norte-americana fechou cotada a R$ 3,35, queda de 3,03%), as ações de empresas exportadoras foram as que mais caíram no pregão de ontem. As ações preferenciais da Siderúrgica Tubarão caíram 3,83% e as também preferenciais da Vale do Rio Doce caíram 2,66%.
O mercado de títulos externos também esteve otimista ontem. O risco-país brasileiro, no final da tarde, despencava 7,56%, para 1374 pontos.

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