Dólar fecha na maior cotação em quase dois meses
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terça-feira, 27 de novembro de 2018
Agência Estado 
Dólar sobe
Ibovespa desce
Moeda norte-americana encerra sessão acima de R$ 3,92
Após abrir o pregão em queda, o dólar iniciou uma escalada que o levou a fechar acima dos R$ 3,92, maior cotação em quase dois meses, desde 2 de outubro, ainda antes do primeiro turno da eleição presidencial. O quarto dia consecutivo de valorização da moeda frente ao real levou o Banco Central a anunciar, após o fechamento dos mercados, a realização de dois leilões de linha para esta terça-feira (27). A valorização global da moeda americana, em um processo de aversão ao risco, foi reforçada internamente por um movimento técnico de compra da moeda por bancos, levando o dólar a terminar o dia cotado em R$ 3,9227, alta de 2,58%.
Ibovespa tem pregão de volatilidade e cai 0,79%
O mercado brasileiro de ações teve um pregão de volatilidade. Depois de ter subido até 1,06% pela manhã, o Índice Bovespa perdeu sustentação, migrou para o terreno negativo e chegou a cair 1,54%. Alta do dólar, queda de bolsas emergentes e algum desconforto com o cenário político doméstico foram fatores apontados para justificar a queda de 0,79% registrada no fechamento, com o índice aos 85.546,51 pontos. Os negócios somaram R$ 17,8 bilhões. Ao longo do dia, o Ibovespa oscilou em um intervalo amplo, de 2.242 pontos, entre a máxima de 87.147 e a mínima de 84.905 pontos.
Setor financeiro tem quedas mais significativas
As ações da Petrobras oscilaram em alta na maior parte do pregão, embaladas pela alta dos preços do petróleo, mas perderam fôlego à tarde acompanhando o humor do investidor. Ao final dos negócios, Petrobras ON subiu 1,54%, ao passo que as preferenciais caíram 0,49%. As quedas mais significativas do dia ficaram com o setor financeiro. As units do Santander terminaram o dia com queda de 3,58% e as do Banco do Brasil perderam 1,76%. A queda de mais de 8% do preço do minério de ferro no mercado à vista chinês foi determinante para as baixas das ações de mineração e siderurgia. Vale ON caiu 0,46%. CSN ON e Gerdau Metalúrgica PN perderam 2,09% e 2,14%.
Taxas de juros futuros iniciam semana em alta
O estresse no mercado de moedas de economias emergentes deu a senha para alguma realização de lucros no mercado de juros, e assim as taxas começaram a semana em alta. As principais taxas fecharam a sessão regular no pico, com exceção da do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020, que terminou em 6,97% (6,98% na máxima), ante 6,912%. A taxa do DI para janeiro de 2021 subiu de 7,863% para 7,98% e a do DI para janeiro de 2023, de 9,003% para 9,23%. A taxa do DI para janeiro de 2025 encerrou em 9,76%, de 9,512%. Na etapa estendida, continuaram subindo, encerrando, respectivamente, em 7,00%; 8,03%; 9,30%; e 9,84%.


