Moeda chega a R$ 4,13 com pressão externa e eleições
O dólar à vista encerrou a terça-feira (28) na segunda maior cotação desde o início do Plano Real, a R$ 4,1376, alta de 1,38%. A máxima intraday foi de R$ 4,1475 (+1,62%). A maior cotação da moeda americana em reais em fechamento foi de R$ 4,1705 no dia 21 de janeiro de 2016. O giro financeiro foi de US$ 973,47 milhões, segundo a B3. Às 17h35, o dólar futuro (contrato para setembro) subia 1,33% aos R$ 4,1380. As perdas do real foram alinhadas ao enfraquecimento de emergentes como o peso mexicano, o rublo russo e também à desvalorização do petróleo. Porém, agentes de mercado afirmam que o grau de incerteza com a corrida presidencial também contribui bastante.

Bovespa opera pregão todo dentro do terreno negativo
O Ibovespa operou durante todo o pregão no terreno negativo, mas, ainda assim, conseguiu se manter na região dos 77 mil pontos, diante da baixa volatilidade e giro financeiro novamente abaixo da média mensal. O principal índice do mercado de ações encerrou o tempo regular dos negócios em queda de 0,59%, aos 77 473,18 pontos e volume de R$ 8 bilhões. As incertezas internas e o ambiente externo fazem com que os gestores sigam cautelosos para assumir grandes posições. No entanto, não deixam de aproveitar para consumir a "gordura" criada no dia-a-dia do mercado, como mostra o comportamento do Ibovespa na sessão de terça após a alta de mais de 2% na segunda-feira.

Analistas citam ações mais baratas para investidores
Do ponto de vista técnico, profissionais de renda variável lembram que à medida que o dólar sobe, as ações de empresas brasileiras ficam mais baratas aos olhos dos investidores estrangeiros. Nesse sentido, a divisa dos Estados Unidos iniciou o mês de agosto por volta dos R$ 3,75 e encerrou o pregão da última sexta-feira cotada a R$ 4,10, uma valorização de pouco mais de 9%. Nesse mesmo período, o fluxo de recursos registrado como de investidores estrangeiros na Bolsa ficou positivo em R$ 2,795 bilhões até o dia 24, segundo informou a B3. O dólar também influencia papéis de algumas empresas exportadoras, como Braskem (1,01%,) Fibria (1,49%) e Klabin (0,97%).

Juros encerram em alta com variação forte nas taxas longas
Os juros futuros confirmaram no fechamento da sessão regular de terça-feira o movimento de alta que conduziu as taxas durante todo o dia, alinhadas à pressão no câmbio. A ponta longa da curva foi a mais afetada, também acompanhando a oscilação do dólar e o recuo do Ibovespa. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 encerrou em 8,49%, de 8,45% no ajuste anterior, e a taxa do DI para janeiro de 2021 subiu de 9,61% para 9,66%. O DI para janeiro de 2023 fechou com taxa de 11,28%, de 11,18% na última segunda-feira, e a do DI para janeiro de 2025 avançou de 11,89% para 12,01%.

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