São Paulo - O último dia do mês foi de correções de preços no mercado financeiro. Depois de subir fortemente nas últimas duas semanas, o dólar teve sua terceira queda seguida e fechou o dia em baixa de 1,26%, cotado a R$ 3,515. No mês, a moeda também fechou com desvalorização, de 0,81%.
A elevação da recomendação do banco norte-americano Morgan Stanley para os títulos públicos brasileiros influenciou positivamente o C-Bond, que subiu 2,02%. Com isso, o risco-país caiu 3%, para 1.323 pontos.
Bolsa - A Bovespa, que chegou a acumular no mês queda de 6,6%, subiu ontem 1,77% e fechou janeiro com desvalorização de 2,9%.
''Tivemos uma recuperação técnica da Bolsa de Valores porque, devido às notícias sobre a guerra, os preços haviam caído muito nos últimos dias'', disse Eduardo Fornazier, gestor da Santos Asset Management.
Segundo ele, o desempenho do mercado interno se ''descolou'' das Bolsas internacionais, em razão da ortodoxia que vem sendo demonstrada pelo novo governo e pelas captações externas realizadas por empresas e bancos privados. ''Os preços estão sendo corrigidos porque os investidores vêem que o Brasil está no caminho certo'', afirma Fornazier.
Alguns analistas acreditavam que a moeda norte-americana pudesse sofrer uma nova alta ontem, devido aos pronunciamentos do presidente dos EUA, George W. Bush, de que em breve apresentará comprovações que demonstrem que o Iraque possui armas de destruição em massa.
Entretanto, como os investidores acreditam que uma guerra não será declarada nos próximos dias, as boas notícias internas conseguiram influenciar positivamente o mercado.

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