São Paulo O dólar comercial iniciou o segundo semestre com mais um recorde de baixa. Registrando ontem desvalorização de 0,21%, a moeda norte-americana fechou vendida a R$ 2,838 seu menor valor desde 12 de julho de 2002.
Apesar da pressão de bancos, empresas e investidores, que aproveitaram o preço relativamente baixo do dólar para comprar, uma nova safra de boas notícias animou o mercado ontem, impedindo que as cotações subissem. Também o fluxo de entrada dos recursos captados por empresas brasileiras no exterior se manteve elevado.
Para os que defendem um novo corte de juros em julho, a declaração da ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, de que os preços dos combustíveis devem cair ainda nesta semana soou como música. A redução ajudaria a compensar a tradicional alta dos preços controlados neste mês, e os indicadores de inflação não disparariam.
Os últimos índices, aliás, também alimentam o otimismo. O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), medido pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), apontou deflação de 0,03% nas quatro semanas encerradas em 22 de junho. Além disso, o superávit de US$ 10,398 bilhões acumulado pela balança comercial no primeiro semestre e o saldo positivo de US$ 2,357 bilhões em junho contribuem para o bom humor dos investidores.

mockup