Dólar fecha em R$ 2,58, maior alta desde julho
O dólar comercial manteve trajetória de alta e encerrou ontem com ganho de 0,23%, a R$ 2,5840. Esta cotação é a mais alta desde 13 de julho, quando a moeda norte-americana atingiu R$ 2,59 ou o pico do Plano Real, por causa do temor de um default iminente na Argentina. Com o feriado hoje no Brasil, os investidores compraram dólar na quarta-feira e ontem a fim de se prevenirem contra eventual notícia desfavorável que possa ser anunciada na Argentina, Estados Unidos e países da Europa e Ásia. Segundo os operadores, o fluxo de recursos também foi negativo ontem e ajudou a sustentar os preços.
Durante o dia, o comercial oscilou 0,62%, entre a mínima de R$ 2,5830 (+0,19%) e a máxima de R$ 2,599 (+0,82%). O giro financeiro no D+2 pronto somou cerca de 949 milhões, ante US$ 2,068 bilhões movimentados ontem. Neste mês, o dólar acumula alta de 0,74 % frente ao real e, em 2001, +32,44%.
No mercado eletrônico de dólar spot da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, o comercial encerrou cotado a R$ 2,582, com alta de 0,27% sobre o fechamento anterior. O giro financeiro também caiu hoje e somou US$ 176 milhões ou R$ 456.153.000,00.
Bolsa O mercado não se impressionou com o inesperado anúncio do ministro interino da Fazenda, Amaury Bier, de que o governo já tomou a decisão de isentar as operações em Bolsa da CPMF. O ceticismo foi fielmente retratado pelo índice da carteira teórica paulista, que fechou em baixa de 2,66%, nos 12.255 pontos. O volume financeiro somou R$ 365 milhões. O Ibovespa futuro para outubro recuou 3,13%, para 12.370 pontos.





