São Paulo O dólar comercial terminou o dia ontem em baixa de 1,31%, vendido a R$ 3,163. À série de boas notícias que foram responsáveis pelo otimismo do mercado nos últimos dias somou-se, ontem, o superávit da balança comercial na segunda semana de abril: de US$ 461 milhões. No acumulado do ano, o saldo já chega a US$ 4,471 bilhões.
Cada notícia sobre a economia brasileira é observada com muita atenção pelo mercado financeiro, que tenta identificar uma tendência para o câmbio no médio prazo. Assim, todas as atenções se voltam para a divulgação, hoje, da segunda prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado) do mês de abril, elaborado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).
Entretanto, a conclusão do Relatório de Mercado, elaborado semanalmente pelo Banco Central, não desanimou ao apontar que analistas e economistas do mercado elevaram a estimativa de IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 12,22% para 12,30% e reduziram as projeções de saldo da balança comercial de US$ 16,40 bilhões para US$ 16,25 bilhões em 2003.
A confiança dos investidores no Brasil também continua elevada, o que é demonstrado pelas variações do risco-país e do C-Bond, principal título da dívida externa brasileira, nesta segunda-feira.
O risco estava, no final da tarde de ontem, em queda de 4,03%, aos 881 pontos, e o C-Bond era negociado a 85% do seu valor de face, com alta de 1,80%. Outro fator que pesou nas cotações da moeda norte-americana foi o bom humor dos mercados financeiros internacionais. Os resultados positivos de empresas relativos ao primeiro trimestre do ano, como o da Vivendi Universal, o do Citigroup e o do Bank of America animaram os investidores, e dessa forma as principais Bolsas européias, bem como a de Nova York, tiveram fortes altas.

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