Moeda norte-americana tem alta de 0,18%

Depois de ensaiar uma queda expressiva pela manhã, quando desceu até a mínima de R$ 4,0076, o dólar reduziu gradativamente as perdas em relação ao real ao longo da tarde e encerrou o dia cotado a R$ 4,0407, em baixa de 0,18%. Segundo operadores, a aceleração das perdas da maioria das moedas emergentes, em meio a atritos entre China e Estados e a divulgação da ata do Federal Reserve, se contrapôs ao ambiente interno menos tenso e tirou força do real durante a segunda etapa de negócios. Operadores ressaltam que houve uma acomodação do preço da moeda americana, com investidores adotando uma postura mais cautelosa.

Ibovespa cai 0,13% após subir em dois pregões

Depois de ter subido quase 5% em dois pregões, o Índice Bovespa perdeu fôlego, com os investidores à espera de sinais de evolução concreta no ambiente legislativo, onde o dia foi marcado por discussões e votações. O indicador alternou sinais ao longo do dia e arrastou-se em torno da estabilidade na última hora de negociação. Ao final do pregão, marcou 94.360,66 pontos, com baixa de 0,13%. Os negócios somaram R$ 13,7 bilhões. "O cenário internacional não trouxe um 'driver' que pudesse direcionar o mercado. Nem mesmo a ata do Federal Reserve repercutiu nos preços, uma vez que o documento trouxe 'mais do mesmo'", diz Rafael Winalda, analista da Toro Investimentos.

Incerteza inspira cautela na Ibovespa, diz analista

Internamente, a expectativa é de que a Câmara avance em matérias que impedem o avanço da tramitação de outros projetos, como as reformas da Previdência e a administrativa, afirma o analista Rafael Winalda, da Toro Investimentos. "O clima mais calmo dos últimos dias patrocinou a alta do Ibovespa nos últimos dois dias, mas a incerteza continua pairando no ar, o que incentiva a cautela. Para o Ibovespa reconquistar novos patamares, deverá haver evolução de fato", disse o analista da Toro. Ao longo do dia, o Ibovespa oscilou entre a máxima de 95.212 pontos (+0,77%) e a mínima de 93.883 pontos (-0,64%). As quedas mais importantes do dia ficaram com papéis do setor financeiro, com destaque para Bradesco PN (-1,78%) e as units do Santander (-1,64%).

Juros fecham em baixa pela terceira sessão seguida

A melhora na avaliação do cenário político continuou alimentando a redução de prêmios na curva de juros e as taxas fecharam em baixa pela terceira sessão seguida. A disposição do Congresso em destravar a pauta, com ritmo acelerado de votações das Medidas Provisórias (MP) que estão para expirar é lida como um sinal positivo de compromisso dos parlamentares com relação às reformas. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou a sessão regular em 6,850%, de 6,871% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2023 caiu de 8,052% para 8,01%. A taxa do DI para janeiro de 2025 terminou em 8,60%, de 8,632%.

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