Dólar fecha em baixa pelo 3º dia consecutivo
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sexta-feira, 08 de junho de 2001
Agência EstadoDe São Paulo 
Pelo terceiro dia consecutivo, o comercial fechou em baixa, de 0,34%, vendido a R$ 2,359, menor cotação desde 30 de abril. A estreita liquidez à tarde, a ausência de importadores na compra e o aumento de oferta de moeda por exportadores e tesourarias de bancos fizeram os preços recuarem da alta de 0,34%, a R$ 2,376, registrada no fim da manhã. Operadores disseram que a abertura em queda da moeda até 0,68%, a R$ 2,351, atraiu importadores à compra logo cedo, o que provocou a elevação dos preços.
Mas o avanço das cotações também foi assegurado em parte pelos rumores de que o presidente argentino Fernando De la Rúa teria tido grave problema de saúde e pela notícia de que a edição da Revista IstoÉ, lançada ontem, traz novas denúncias contra o presidente do Senado, Jader Barbalho.
À tarde, os desmentidos vindos da Argentina sobre o estado de saúde do presidente Fernando De la Rúa tranquilizaram o mercado. O próprio presidente De la Rúa fez questão de desmentir os boatos de que teria sofrido um ataque cardíaco, dizendo que iria se submeter a uma bateria de exames de rotina para checar sua saúde. Após o encerramento dos negócios, o ministro de Sa© úde da Argentina, Hector Lombardo, informou que o presidente Fernando De la Rúa foi submetido a uma angioplastia com total êxito e resultados satisfatórios. Segundo Lombardo, De la Rúa havia apresentado uma lesão obstrutiva da artéria coronária direita. Como o risco país da Argentina recuou para 879 pontos base, apesar da greve geral de 24 horas, o mercado sossegou.
Quanto à reportagem da IstoÉ, os profissionais de câmbio também relevaram sua importância ao perceber que o caso se restringe a Jader e dificilmente poderá envolver integrantes do governo federal.
Um profissional de mercado disse ainda que a investigação do Banco Central sobre suposta manipulação das cotações, visando à formação da Ptax (média diária da cotação), teria assustado algumas tesourarias de bancos, que estão supercompradas em dólar. A razão, segundo ele, é que essas tesourarias não estão podendo mais contar com ajuda de outros players na cobertura de limites de venda de moeda. Por isso, agora, esses players estariam aproveitando o elevado nível dos preços para vender o excesso de moeda com ganho atraente.
A Bovespa teve quatro movimentos nesta sexta-feia. Abriu em alta e chegou a subir 1,16% na máxima do dia. Recuou com a matéria da IstoÉ. Recuperou-se com o desmentido de que o presidente argentino teria sofrido um ataque cardíaco. Mas a Bolsa paulista encerrou o dia em baixa de 0,63%. A maior desvalorização das ações que compõem o Ibovespa foi Inepar PN, com um tombo de 5,56%. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) exigiu que a Inepar Energia republique o seu balanço de 2000, porque este sofreu ressalvas da auditoria. (Silvana Rocha, Márcia Pinheiro e Marisa Castellani)


