No penúltimo pregão do ano, o dólar teve dois momentos distintos ao longo do dia. Subiu pela manhã, até a definição do referencial Ptax, batendo em R$ 3,94, e caiu pela tarde, chegando a R$ 3,88, refletindo a injeção de mais US$ 1 bilhão pelo Banco Central no mercado por volta das 12h30 desta quinta-feira (27) e a queda da moeda americana no exterior.
O dia de menor volume de negócios contribuiu para o comportamento mais volátil da moeda americana, que caminha para fechar 2018 com alta de 18%. Com isso, o real terá o terceiro pior desempenho entre as principais moedas emergentes, atrás apenas das divisas da Argentina e da Turquia. O dólar à vista fechou a quinta-feira em baixa de 0,84%, a R$ 3,8895.
No penúltimo dia de pregão do ano, o Ibovespa resistiu à pressão de Nova York e fechou em alta nesta quinta-feira, depois de chegar a operar em baixa na última hora do mercado aberto, às vésperas da posse de Jair Bolsonaro como presidente da República.
Os papéis que mais contribuíram para manter a Bolsa no terreno positivo foram os do setor financeiro, de elétricas e de construtoras, que foram suficientes para compensar a queda de outros setores, em um dia de correção nas bolsas dos EUA.
Com os investidores já em ritmo de férias, os negócios tiveram baixo volume nesta quinta-feira, a R$ 9,71 bilhões, um pouco acima do projetado (R$ 8 bilhões), mas a metade do que costuma ocorrer. O movimento que predominou, segundo operadores, foi a busca por zeragem de posições antes do fim do ano. Nesse contexto, a Bolsa subiu 0,38%, para 85.460,20 pontos.
No noticiário corporativo, os bancos ficaram entre os destaques positivos. Enquanto o Itaú subiu 1,69%, o Bradesco avançou 2,46%. Também subiram as ações das elétricas. A Eletrobras, por exemplo, foi impulsionada pela expectativa de leilão da sua distribuidora em Alagoas, a Ceal, previsto para ocorrer na sexta-feira. A ON avançou 6,74% e a PNB subiu 6%.
Os juros futuros terminaram a penúltima sessão de 2018 em queda firme no trecho intermediário e longo da curva a termo, refletindo essencialmente a perspectiva otimista do investidor com o novo governo que toma posse na próxima semana. O alívio de prêmios, porém, não teve respaldo de volume nesta quinta-feira, pois o giro de contratos, a exemplo da quarta-feira, ficou abaixo do padrão, já com vários players na folga das festas de fim de ano.
A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou a sessão estendida em 6,58%, de 6,601% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 terminou em 7,40%, de 7,422% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2023 caiu de 8,632% para 8,59% e a do DI para janeiro de 2025, de 9,212% para 9,14%.

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