São Paulo Os negócios no mercado financeiro doméstico encerraram a semana com tranquilidade, após um ensaio de turbulência. O dólar caiu 0,39% e a Bolsa de Valores de São Paulo subiu 1,49%.
O mercado continua especulando enquanto aguarda a divulgação do nome do novo presidente do Banco Central. Mas voltou ontem, sempre se apoiando em rumores, a contar com a possibilidade de o economista Pedro Bodin de Moraes aceitar o cargo.
Para Pedro Thomazoni, diretor do Lloyds TSB, o momento é de indefinição, uma vez que o mercado ainda se acostuma a um novo governo que administrará o País de uma forma diferente da adotada pela equipe atual.
''O mercado quer saber quem será seu interlocutor (no caso, o presidente do BC) e poder ter uma direção sobre qual será o direcionamento da política monetária'', afirma o economista.
A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 3,75. Apesar da leve queda, o dólar acumulou alta de 2,6% nos últimos cinco dias chegou a ser negociado acima de R$ 3,80 anteontem.
Para a próxima semana, no mercado cambial, há a expectativa sobre as condições oferecidas pelos investidores para a renovação de um vencimento de R$ 1,7 bilhão em dívida cambial do governo. O BC deverá iniciar o processo na segunda-feira.
A renúncia do secretário do Tesouro dos EUA, Paul O'Neill, agradou aos mercados mundiais, mas não teve nenhuma influência direta sobre os negócios domésticos. Indiretamente, no entanto, o humor para as transações no exterior melhorou e, após sucessivas quedas, os C-Bonds, títulos da dívida externa brasileira, subiram 2,4%. O risco Brasil também parou de subir. Teve baixa de 1,9%, para 1.677 pontos. Na semana, acumulou alta de 5,7%.

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