São Paulo O dólar fechou ontem em alta de 0,99%. A moeda norte-americana encerrou cotada a R$ 3,555 para compra e a R$ 3,560 para venda. Na semana, o dólar acumula queda de 3,26%. No ano, no entanto, a desvalorização do real chega a 53,85%.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,11%. O risco-país brasileiro, estava estável, com 1558 pontos.
A expectativa é que o mercado cambial fique pressionado na próxima semana. Embora o próximo vencimento de dívida cambial esteja marcado para 2 de dezembro, analistas do setor acreditam que há uma grande demanda por parte de exportadores e empresas endividadas com contas a acertar neste fim de ano.
As empresas continuam encontrando dificuldade de conseguir financiamentos externos, quadro agravado pelo fim das linhas de crédito do Banco Central. Até o final do ano, as empresas terão que saldar US$ 4 bilhões em dívida no exterior e o BC terá que manejar US$ 6 bilhões em vencimentos de dívida cambial.
Também contribuiu para a alta de ontem o susto que o mercado tomou com a inflação pelo Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) divulgada na quinta-feira pela FGV, que subiu 3,86% na segunda prévia de novembro, -0,01 ponto percentual abaixo do mês fechado de outubro e até agora a segunda maior alta já registrada no Plano Real.
Bolsa A Bolsa paulista fechou em alta pelo sétimo pregão consecutivo, movida pela disparada das ações da Embratel. É a maior sequência positiva desde o final de 1999, período marcado pela euforia da nova economia.
O Ibovespa que reúne as 56 ações mais negociadas subiu 1,11%, aos 10.404 pontos, o maior nível desde 29 de agosto. O giro, no entanto, foi baixo R$ 359,226 milhões. Com o resultado de ontem, o Ibovespa acumula ganhos de 2,3% no mês. No ano, a baixa acumulada é de 23,3%.

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