São Paulo O dólar teve ontem a sétima alta consecutiva, em mais uma rodada de queda dos títulos brasileiros no exterior, o que fez o risco-país superar a barreira dos 500 pontos. A moeda norte-americana subiu 0,34% e fechou cotada a R$ 2,942. Em sete dias de negócios, a divisa acumulou alta de 3,6%.
O Banco Central sinalizou ao mercado que a alta do dólar está exagerada e não realizou ontem nenhuma intervenção por meio de leilão de compra de divisas. A moeda chegou a atingir cotação máxima de R$ 2,961, uma alta de 0,99%. Um dólar muito elevado pode servir de pretexto para uma alta dos preços, aquecendo a inflação.
Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), a aposta em dólar perto de R$ 3 ganha força. Ontem o contrato futuro de dólar para março encerrou projetando a moeda em R$ 2,967. Já o contrato para abril terminou apontando uma taxa de R$ 3,002.
No mercado de títulos da dívida externa, o risco Brasil chegou a subir mais de 10%, mas reduziu o ritmo de alta no final da tarde - mesmo acima com elevação de 8,51%, aos 535 pontos, o maior nível desde dezembro do ano passado.
O indicador, medido pelo banco americano JP Morgan, refletiu mais um dia de queda dos títulos da dívida do País. Na hora do fechamento do dólar, o C-Bond, principal papel do País, recuava 1,27%, cotado a 96,75% do valor de face.
Segundo operadores, circularam rumores de que o governo brasileiro teria desistido de recomprar os C-Bonds em abril próximo. Isso seria um dos motivos para a forte queda dos papéis, que, no mês passado, chegaram a valer mais de 100% do valor de face.

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