Dólar fecha em alta de 0,72%, cotado a R$ 3,47
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quarta-feira, 19 de março de 2003
Agência Folha 
São Paulo A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central em adotar o viés (tendência) de alta para o juro desagradou o mercado ontem, mas a cautela em torno de um conflito armado no Iraque ainda dominou os ânimos.
O dólar comercial, depois de oscilar entre R$ 3,436 (baixa de 0,26%) e R$ 3,483 (alta de 1,10%), fechou com valorização de 0,72%, cotado a R$ 3,470 na venda. O pico de alta da moeda norte-americana foi registrado principalmente no momento da divulgação da decisão do Copom, que manteve o juro anual em 26,5%.
A decisão do comitê ficou dentro do que esperavam os analistas. A surpresa ficou por conta da adoção do viés de alta, que permite ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, elevar o juro antes da próxima reunião do Copom, marcada para 22 e 23 de abril, caso necessário.
As incertezas com relação à velocidade da desaceleração da inflação e preocupações com o cenário internacional, diante da iminência de uma guerra, foram levados em consideração pelo comitê no momento de decidir sobre a trajetória do juro.
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou ontem em queda de 1,29%, aos 11.006 pontos e giro de R$ 614,677 milhões. A decisão do Copom alimentou o movimento de realização de lucros, após uma sequência de seis altas consecutivas. Juro alto, para o mercado acionário, significa a migração de recursos para a renda fixa, onde a rentabilidade acaba sendo maior.
Luiz Marcos Prudência de Souza, analista da SLW Corretora, avalia, porém, que essa queda no índice da Bovespa hoje não significa uma reversão de tendência no curto prazo. De acordo com ele, os investidores aproveitaram para realizar lucros, ou seja, embolsar os ganhos acumulados em seis pregões de altas consecutivas, que superaram 8%.
As ações Eletropaulo PN lideraram as perdas ontem, com queda de 6,88%. Em seguida aparecem Embratel Participações ON e Cemig ON, com baixas de 5,92% e 5,79%, respectivamente. Entre as altas, destaque para Tractebel ON, que subiu 5,18%.


