São Paulo Apesar do otimismo no mercado financeiro com a operação de troca de C-Bonds por títulos de longo prazo, anunciada ontem pelo Banco Central, e da entrada de recursos captados por empresas brasileiras no exterior, o dólar comercial terminou a sexta-feira em alta de 0,10%, vendido a R$ 2,893. Nesta semana, acumula elevação de 0,13%; no mês, de 1,93%.
A moeda norte-americana passou boa parte do dia em queda, mas recuperou-se no final do expediente pois empresas e investidores aproveitaram o seu preço relativamente baixo para reforçar o caixa. Há rumores também de que o Banco do Brasil estaria comprando para evitar que as cotações recuassem muito.
Com a redução da Selic, a taxa básica de juros da economia, para 24,5% ao ano na última quarta-feira, o dólar deve seguir pressionado - menos do que se pensou a princípio, porém -, e tentando alcançar o patamar de R$ 2,90. O dólar comercial futuro (agosto) fechou a R$ 2,902. O turismo encerrou a sexta-feira em alta de 0,33%, a R$ 2,98, e o paralelo permaneceu nos mesmos R$ 2,98 de ontem.
Repercutiu positivamente no mercado financeiro o anúncio feito pelo Banco Central de troca de C-Bonds por outros títulos com vencimentos em 2011 e 2024. O C-Bond, que é o principal título da dívida externa do País, vence em 2004. O BC aproveita o aumento da confiabilidade do País perante os investidores estrangeiros e a queda do risco-país para dar um novo perfil a essa dívida, aliviando um pouco os gastos do ano que vem.
Por causa disso, o título disparou ontem e fechou vendido a 90,563% do valor de face, com alta de 1,26%. O risco-país, depois de cair mais de 2%, sobiu 0,13%, para 738 pontos.

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