Dólar fecha dia em R$ 1,89. Bolsa tem alta modesta
Agência Estado
De São Paulo
O dólar voltou a subir ontem, fechando em alta de 0,75%, a R$ 1,8900. A valorização da moeda norte-americana deu-se, principalmente, no período da tarde. Pela manhã, o mercado registrou pequenas oscilações. Operadores apontaram três motivos para a alta do dólar: fluxo negativo, ausência de leilão de NBC-E e declarações dadas na sexta-feira passada pelo diretor de Política Monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo, sobre a intenção do banco de reduzir gradualmente a oferta de títulos cambiais.
Operadores comentaram que houve mais saídas que ingressos de dólares na tarde de ontem. Isso teria ajudado a pressionar o dólar. O BB teria sido destaque na compra, sugerindo que houve remessa de recursos ao exterior de alguma estatal. Mas a principal questão no mercado de câmbio tem sido a política do BC de oferecer hedge cambial com leilões de NBC-E. Como ontem o BC não anunciou nenhum leilão de hedge, o mercado aproveitou para ajustar posições a uma cotação mais alta.
Apesar do comportamento incerto de Nova York, as bolsas domésticas fecharam com alta consistente nesta segunda-feira. Em Wall Street, o índice Dow Jones oscilou entre a máxima de 14 pontos e a mínima de -46 pontos, para fechar em ligeira alta de 1,9 ponto, em 11.030 pontos. Aqui, o Ibovespa cravou valorização de 1%, no terceiro pregão consecutivo de alta.
O diz-que-diz entre o presidente Fernando Henrique e o
presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães, em torno de juros versus reformas não alterou o rumo dos negócios. O mercado já se cansou de bate-boca e não se interessa por bode expiatório. Quer conferir, nesta semana, se os trabalhos no Congresso andam.
Os juros futuros iniciaram a semana mantendo o ritmo de queda verificado na semana anterior. Os prêmios dos contratos futuros vão se reduzindo na ausência de más notícias e à medida em que se aproxima a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), dia 22.





