Subiu
Petrobras

Desceu
Dólar

Investidor externo muda de
vendedor para comprador
Influenciado pelo movimento de investidores estrangeiros e por um cenário eleitoral melhor desenhado para o segundo turno, o câmbio fechou abaixo dos R$ 4 pela primeira vez desde 20 de agosto. O dólar encerrou nesta quinta-feira (27) a R$ 3,9973, queda de 0,92%. Os estrangeiros mudado posições em dólar no mercado futuro de comprada para vendida, diante da tendência à elevação gradual dos juros nos Estados Unidos e uma aposta na negociação de um acordo entre China e EUA para evitar uma guerra comercial. Ainda, com o segundo turno delineado entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), operadores apontam ainda que o mercado já "digere" melhor o petista após sinalizações ao centro.

Bovespa reage com melhora
no ambiente interno e externo
O Índice Bovespa teve o terceiro pregão consecutivo de alta, sustentado mais uma vez pela melhora do apetite do investidor estrangeiro por ativos de risco. A cautela com o cenário eleitoral permaneceu como pano de fundo, mas não retraiu as ordens de compra de ações em um dia de queda expressiva do dólar ante o real. Assim, o principal índice de ações a B3 terminou o dia em alta de 1,71%, aos 80 000,09 pontos, maior pontuação desde 7 de agosto. Também foi a sinalização de alta gradual de juros do Fed, o banco central dos EUA, o ator externo mais importante e o menor temor eleitoral por parte de investidores, que enxergaram um excesso de negativismo nos últimos dias.

Setor financeiro e Petrobras
puxam resultado da sessão
Na análise por ações, o bloco de papéis do setor financeiro teve influência determinante para o viés positivo. Líderes de liquidez e bastante sensíveis ao risco político, os papéis tiveram ganhos generalizados, que foram capitaneados pelo Banco do Brasil ON, que registrou avanço de 2,85%. Também contribuiu para a alta do Ibovespa a disparada das ações da Petrobras, de 4,88% (ON) e 6,29% (PN). Os papéis reagiram aos acordos fechados pela estatal petroleira para o encerramento das investigações relacionadas à operação Lava Jato com o Departamento de Justiça (DOJ) e a Securities & Exchange Commission (SEC), nos Estados Unidos.

Juros têm quedas consistentes
entre principais vencimentos
Os juros futuros terminaram a sessão em queda consistente nos principais vencimentos, com destaque para os longos. O movimento teve por base a melhora da percepção de risco do cenário eleitoral, especialmente do investidor estrangeiro. Os contratos curtos também tiveram queda nas taxas. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 encerrou em 8,27%, de 8,366% no ajuste de anteontem, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 9,556% para 9,46%. A taxa do contrato de DI para janeiro de 2023 encerrou em 10,96%, de 11,064% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2025 recuou de 11,723% para 11,61%.

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