Dólar fecha a semana em baixa a R$ 2,917
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sexta-feira, 23 de maio de 2003
Agência Folha 
São Paulo - O dólar comercial fechou ontem no menor valor desde o último dia 14. As expectativas otimistas quanto à economia brasileira deram o tom do mercado, embora o risco de uma recessão em nível mundial ainda assuste. A previsão é de que nos próximos dias mantenha-se elevado o fluxo de entrada de recursos no País, provenientes de captações feitas por empresas brasileiras no exterior, o que deve derrubar ainda mais as cotações.
No encerramento dos negócios, a moeda norte-americana foi vendida a R$ 2,917, com desvalorização de 2,21%. Essa foi a terceira queda consecutiva do dólar. Ao que tudo indica, o mercado encontrou um equilíbrio informal para a moeda norte-americana entre R$ 2,89 e R$ 3,05. Quando a cotação cai demais, empresas que têm compromissos a saldar em dólares começam a comprar; quando sobre muito, exportadores vendem. Se não houver nenhuma turbulência econômica e política dentro ou fora do País, a tendência é de que a oscilação das cotações nos próximos dias fique dentro desse intervalo.
O sucesso de uma operação de rolagem de dívida cambial pelo Banco Central ontem demonstra, juntamente com as recentes quedas do risco-país, o aumento da confiança dos investidores estrangeiros no Brasil. O BC conseguiu renovar, com demanda muito superior à oferta, US$ 706 milhões em títulos cambiais, o que corresponde a 58,5% da dívida.
O risco Brasil recuou 1,63%, para 783 pontos. O C-Bond voltou a registrar cotação recorde, vendido a 89,938% do valor de face, com alta de 0,63%. A tendência de queda da inflação foi confirmada ontem pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação nos últimos 30 dias terminados em 15 de maio recuou para 0,85% de 1,14% do período anterior.


