Dólar fecha a semana com valorização de 1,58%
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sexta-feira, 11 de abril de 2003
Agência Folha 
São Paulo - O dólar comercial fechou ontem em queda de 1,35%, vendido a R$ 3,205. Na semana, porém, houve valorização de 1,58%. Após uma sexta-feira de nervosismo devido ao anúncio de um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) maior do que o esperado, a melhora no risco-país, com alta do C-Bond, e notícias sobre uma captação do Banco do Brasil evidenciam que a confiança do país aos olhos dos investidores estrangeiros continua elevada.
O risco-país recuou 4,47%, para 918 pontos, e o C-Bond, título da dívida externa brasileira de maior liquidez, ganhou 1,90%, sendo negociado a 83,750% do seu valor de face.
O estresse de sexta-feira foi exagerado, portanto, e a tendência para a próxima semana é de que o otimismo continue. Entre as notícias mais esperadas, estão as sobre o comportamento futuro da inflação. Na terça-feira, sai a segunda prévia do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), do mês de abril. ''Se os números mostrarem que a alta dos preços foi menor, como espera os analistas e o mercado, o dólar deve oscilar de R$ 3,20 a R$ 3,25'', disse ontem um operador.
Também são aguardadas com máximo interesse informações sobre as reformas tributária e previdenciária, que o governo Luiz Inácio Lula da Silva deve encaminhar em breve ao Congresso Nacional. O projeto da reforma da Previdência deve ser submetido à aprovação dos governadores de Estado em reunião com o presidente, na próxima quarta-feira, dia 16.
Outro fator que explica o tombo do dólar ontem são os números sobre as vendas no varejo dos Estados Unidos, que subiram mais do que o previsto, e uma surpreendente alta na confiança do consumidor. Esses dados impulsionaram as principais Bolsas mundiais, embora em Nova York tenha vivido dia de grande volatilidade.
A guerra dos Estados Unidos e Inglaterra ao Iraque deixa de ser o principal assunto e entram no foco os resultados das empresas no primeiro semestre, que começam a ser divulgados, e a ponderação sobre as consequências do conflito para a economia global.


