Dólar fecha a R$ 2,91 e Bolsa tem alta recorde
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quinta-feira, 08 de agosto de 2002
Agência Estado 
São Paulo - O acordo do Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI) teve impacto positivo não só no mercado interno como também no exterior. Por aqui, fez o dólar recuar 3,61%, cotado a R$ 2,91, a Bolsa apurou a maior alta do ano, de 4,56%, e o risco País caiu 7,5%, de 1.922 para 1.778 pontos.
No resto mundo, as ações de bancos e empresas com forte atuação no Brasil dispararam - o Dow Jones, por exemplo, subiu 3,03%, empurrado principalmente pelas ações do Citigroup e do JP Morgan. Os analistas gostaram do acordo, mas o receberam com uma espécie de otimismo cauteloso, pois ainda há incertezas no cenário político e dúvidas quanto à recuperação americana.
O dólar despencou logo na abertura, negociado a R$ 2,85, na mínima do dia. Depois desse tombo, a moeda foi recuperando terreno, o que se acentuou depois que o presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, informou que a instituição não vai mais vender a ração diária de US$ 50 milhões, e sim atuar de forma mais flexível no câmbio.
O especialista Nathan Blanche, sócio da Tendências Consultoria Integrada, entende que a decisão do BC introduz um elemento de incerteza, o que ajuda a explicar por que as cotações subiram um pouco depois do anúncio. ''Acho que teria sido melhor fazer alguma mudança em outro momento, e não num dia em que há muitas novidades, mas isso não terá um impacto dramático '', afirmou, acrescentando que considera mais inteligente uma atuação não linear. O que Blanche questiona é o timing do anúncio.


