Em um dia de poucos negócios por causa do feriado em comemoração ao aniversário da cidade de São Paulo, o dólar voltou a subir fortemente, fechando a R$ 1,80 para venda. Esse também foi o teto do dia. Foi uma alta de 4,7% em relação à cotação de fechamento da sexta-feira, R$ 1,72. Desde 12 de janeiro, véspera da primeira mudança na política cambial, a alta acumulada chega a 48,6%.
Na média do Banco Central, o dólar comercial fechou a R$ 1,76 para venda, com alta de 3,5% no dia e de 45,3% desde o dia 12. Apesar de ser grande em termos percentuais, a valorização de ontem não é tão significativa quanto à dos dias anteriores.
Poucos clientes procuraram os bancos para fechar câmbio e as negociações ficaram restritas às próprias instituições financeiras. O fluxo cambial ficou bem abaixo da média recente, que tem variado entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões ao dia. Até as 18h15, US$ 101 milhões haviam deixado o País - US$ 3 milhões pelo segmento flutuante e US$ 98 milhões pelo comercial.
A decisão do governo de unir os segmentos comercial e flutuante do câmbio foi recebida com naturalidade. ‘‘Não existe mais motivo para ter dois tipos de câmbio já que a cotação foi liberada’’, diz Roberto Campos, gerente da área internacional do banco Bozano, Simonsen.

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