Dólar em baixa: boa hora para compras e viagens
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segunda-feira, 14 de maio de 2007
Da Redação 
O dólar girando em torno de R$ 2 é um alerta para o consumidor aproveitar o aquecimento do mercado dos artigos importados, dos produtos nacionais que utilizam matéria-prima estrangeira e do turismo externo. Pequenos empresários e profissionais liberais já conseguem atualmente estudar no exterior e investir em seus negócios, importando equipamentos modernos. Mas parte dessa valorização recorde também se deve ao contexto mundial do enfraquecimento do dólar e não necessariamente à valorização do real que, de acordo com o Banco Central, está dentro de sua média histórica.
Conforme Marcos Crivelaro, especialista em matemática financeira e professor da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), a moeda brasileira subiu 60% em relação à americana nos últimos quatro anos e induziu a uma mudança importante no padrão de consumo dos brasileiros. Comparando os preços do que vai compor a cesta de consumo, muitas vezes o produto importado acaba sendo a opção mais barata, disse ele.
De acordo com o especialista, as indústrias de produtos eletroeletrônicos de consumo (linha branca, portáteis, imagem e som), por exemplo, registraram forte aumento das importações. Os preços dos equipamentos eletrônicos estão no nível mais baixo dos últimos seis anos. A TV de plasma, citou ele, já chegou a custar, desde o seu lançamento, dez vezes mais do que custa atualmente. ''O preço era impensável para a classe média. Hoje, é um produto bem vendido no mercado'', disse Crivelaro.
Outro produto que deve ter a venda incrementada por conta do dólar baixo e também pelas mudanças na tarifação da telefonia é o computador. Principalmente os PCs mais atualizados e preparados para navegar na Internet com banda larga, conforme o especialista. Alguns modelos já podem ser obtidos por apenas R$ 1,2 mil ou 25 parcelas mensais de R$ 70. Fora isso, o sonhado notebook já rompeu para baixo a barreira dos R$ 3 mil.
''Essa queda do dólar é positiva: gera a concorrência entre empresas nacionais e internacionais e quem ganha é o consumidor'', ressaltou Crivelaro. Para ele, o momento também é bom para os empresários. ''É a hora de comprar ou comprar novos equipamentos, momento de aumentar a produção'', completou.
O turismo internacional também deve ser alavancado: estima-se que mais de seis milhões de brasileiros visitem países estrangeiros, em 2007. Esse número, segundo Crivelaro, será um recorde histórico. Na América do Sul, os destinos promocionais mais ofertados pelas agências de viagens são Buenos Aires e Bariloche (Argentina) e Santiago (Chile). É possível, por exemplo, viajar para a capital do Chile e ter ''ski-day'' em Valle Nevado e outro em Portillo por R$ 1 mil ante os R$ 2,3 mil praticados no ano de 2001.


