A elevação do dólar diante do real aqueceu as vendas dos consórcios, que passaram a ser uma alternativa atraente para quem tem interesse em financiar um automóvel novo. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista do Norte do Paraná (Sincovave), em janeiro a procura pela modalidade cresceu cerca de 15% em relação ao mesmo período do ano passado, exatamente no momento em que o mercado automobilístico amarga um recuo de até 30% nas vendas à vista. A mudança cambial deu mais visibilidade ao setor, que espera um crescimento de 15% este ano (veja matéria nesta página).
‘‘O consumidor viu no consórcio uma boa alternativa de compra porque a taxa cobrada é pequena e a correção se dá pelo próprio valor do bem’’, afirma o presidente do Sincovave, Rodolfo Montosa. Segundo ele, os consórcios se caracterizam como um mercado consistente, que correspondem a 25% do total da venda das montadoras. A expectativa é que em fevereiro a comercialização permaneça aquecida, repetindo o desempenho registrado em janeiro.
Arquivo FolhaAlta do dólar e do juro favoreceu consórcio, opção mais econômicaEm Londrina os gerentes das administradoras não têm do que reclamar. ‘‘Nas épocas de crise os consórcios sempre passam a ser uma alternativa’’, afirma o gerente do Consórcio Nacional Yamaha, Clóvis Permia. Ele informa que depois da alta do dólar, no mês passado, as vendas cresceram aproximadamente 20%. Segundo ele, o aquecimento se deu no mesmo nível em que caiu a procura pelo autofinanciamento e o leasing.
Segundo explicou, optando por um consórcio é possível ter acesso a um veículo pagando cerca de 12% de taxa de administração, além de seguro e fundo de reserva. ‘‘Dividindo pelo total do contrato, o consumidor paga 0,40% ao mês’’. Só que o cliente não pode ter pressa para retirar o veículo.
O gerente administrativo do Consórcio Norpave, Elder Massi, afirma que a procura aumentou 30% neste mês em relação ao ano passado. ‘‘Basicamente são as mudanças na economia que provocaram este aquecimento’’, afirmou, explicando que as vendas surpreenderam porque nos dois primeiros meses do ano, época de férias, tradicionalmente não há procura de adesão a grupos.
‘‘Independentemente da empresa, o consumidor precisa estar esclarecido que é necessário procurar sempre uma empresa credenciada pelo Banco Central’’, esclarece. De acordo com o gerenten, o perfil do consumidor de consórcio cada vez mais é o cliente esclarecido, que adquire uma cota com um objetivo específico. ‘‘Pode ser o empresário buscando uma alternativa de investimento ou o profissional liberal que vê uma opção para a troca de seu veículo’’.

mockup