Dólar e juro caem; bolsa sobe
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 1999
Agência Folha 
O dólar oscilou bem menos que nos dias anteriores e acabou fechando com pequena queda em relação à véspera. A moeda fechou cotada a R$ 1,90, com desvalorização de 0,52% em relação ao fechamento de anteontem.
Pela média do Banco Central, o dólar ficou em R$
1,895, com queda de 0,26%. A exemplo do que havia acontecido já na tarde de ontem, a pressão de compra sobre a moeda cedeu. Segundo operadores, os bancos e empresas com dívidas que vencem nos próximos dias já vinham antecipando a compra da
moeda e ontem todos, ou quase isso, já tinham o câmbio fechado. Isso atenuou a pressão sobre o câmbio. Além disso, os bancos voltaram a fechar uma ou outra operação de câmbio de exportação, o que sinaliza que os dólares dos exportadores começam a ter um fluxo maior. Como o fluxo diário não é mais divulgado pelo BC, fica difícil afirmar qualquer coisa. Mas, segundo um banco estrangeiro, estaria em torno de US$ 200 milhões o câmbio diário de exportações.
Outro fator que acalmou não só o câmbio, mas o mercado financeiro em geral, foi um boato. Comentava-se que o Citibank estaria coordenando um pool de bancos estrangeiros para voltar a dar linhas de financiamento ao comércio exterior ao País. A informação, não confirmada, foi alimentada pela presença de William Rhodes, segundo homem do Citigroup, no País. As projeções de taxas de juros despencaram ontem no mercado futuro.
A divulgação do pré-cronograma de privatização do setor de geração da Cesp e a disposição do governo paulista de relevar o momento de crise e colocar mesmo estes ativos à venda foi a boa notícia do dia para o mercado acionário. A Bovespa fechou com alta de 2,07% e a Bolsa do Rio, de 1,34%.


