São Paulo Mantida a pressão política externa e sem encontrar alívio nas declarações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o mercado viveu ontem mais um dia de nervosismo e levou o dólar a sua segunda maior cotação no ano. E fica novamente próximo aos R$ 3,50.
Ontem, a moeda norte-americana fechou a R$ 3,475 na compra e a R$ 3,485 na venda, alta de 2,19% e o maior valor desde 2 de janeiro.
O anúncio do BC de que vai trabalhar com meta de inflação de 8,5% este ano (leia matéria nesta página) dividiu as opiniões no mercado, que já esperava o ajuste da meta para este ano, mas pouco alterou o movimento do dólar, que oscila sob a pressão da crise entre EUA e Iraque, que pode acarretar uma nova escalada dos preços do petróleo.
Bolsa A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em queda de 1,83%, aos 11.434 pontos e giro de R$ 518,118 milhões. Essa é a quinta vez seguida que a Bolsa paulista fecha em baixa.
Com essa sequência de quedas, os ganhos acumulados desde o início do ano caíram para apenas 1,4%. No melhor momento do mês (último dia 10), a valorização do Ibovespa chegava a 8,6%. Nos últimos cinco pregões, a Bolsa perdeu 6%.

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