São Paulo - A expectativa de entrada de US$ 1,5 bilhão no País fez o dólar comercial fechar ontem em queda de 0,31%, vendido a R$ 2,866, em um dia de poucos negócios devido à espera pela decisão sobre a taxa básica de juros, hoje.
A baixa da moeda americana se firmou na reta final, após a ação de investidores para forçar uma alta das cotações, na estratégia clássica de inflar a taxa média de câmbio (Ptax), a ser usada hoje pelo governo para liquidar uma dívida de US$ 1,03 bilhão.
No final, prevaleceu a avaliação de que o ingresso de divisas nas próximas semanas deixará o dólar abaixo do nível de R$ 3 com um piso de R$ 2,85. Só um corte acima de meio ponto na taxa Selic (hoje em 26,5% ao ano) poderia estressar o mercado, pois iria sugerir um interferência política e um relaxamento da política monetária.
A avaliação externa também foi positiva e ajuda a explicar a queda do dólar. Ontem, pelo segundo dia seguido, o risco Brasil opera em queda, abaixo de 700 pontos. Isso sinaliza melhores condições e baixos custos para tomar empréstimos no exterior.
Hoje, o mercado vai acordar reagindo aos dois novos índices de inflação - nova prévia do IGP-M e do IPC-Fipe. Esses números são considerados decisivos para a análise do Comitê de Política Monetária (Copom), antes do anúncio oficial sobre os juros, previsto para o início da tarde.

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