São Paulo As boas notícias continuam perdendo a guerra no mercado diante do cenário de instabilidade internacional e iminência de um conflito no Iraque. Tanto que ontem, mesmo com o anúncio de duas captações externas e do avanço nas negociações para formação de maioria do governo no Congresso, o dólar fechou em alta de 0,42%, cotado a R$ 3,525 para compra e a R$ 3,530 para venda.
A moeda norte-americana reverteu a queda da manhã chegou a cair 1,33% , depois que o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, concedeu uma entrevista coletiva na qual deu a entender que não dependerá de apoio da ONU (Organização das Nações Unidas) para atacar o Iraque.
Diante da iminência de uma guerra, a maior parte dos investidores prefere esperar mais um pouco antes de recalcular suas posições. A avaliação dos analistas é que as notícias positivas só deram conta de derrubar a cotação porque o volume de negócios está muito pequeno, o que aumenta a volatilidade do mercado.
Bolsa Após seis quedas consecutivas, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) oscilou muito para fechar em alta de 0,17%, aos 11.162 pontos e volume financeiro de R$ 565,511 milhões.
A Bolsa paulista chegou a subir até 1,73% pela manhã, mas as declarações de Powell, no início da tarde, reverteram as expectativas. A queda foi intensificada ainda pela falta de acordo do PMDB com o governo. ''Quando saiu a notícia de que o PMDB iria para a oposição, a venda de ações foi acelerada'', diz o operador da corretora RMC, William Celso Scarparo, em referência à informação de que o ex-governador Orestes Quércia afirmara que o acordo com o PT tinha sido cancelado.
Na reta final do pregão, saiu a notícia de que chefe da Casa Civil, ministro José Dirceu, vai tentar salvar o acordo que unificaria o PMDB, dividido hoje em duas alas: os dissidentes e os ligados ao presidente do partido, o deputado federal Michel Temer (SP).

mockup