O preço de fechamento do dólar comercial ontem, de R$ 1,862 (+0,27%), é o mais alto registrado este ano. O avanço da moeda nesta véspera de feriado refletiu o movimento forte de compra por tesourarias de bancos, em busca de hedge. Neste mês, o comercial contabiliza valorização de 0,92%. A preocupação do mercado com a escalada de preço do petróleo lá fora, a grande volatilidade das bolsas nos EUA e da Bovespa e a estreita liquidez no mercado doméstico, agravada ontem por mais uma rolagem parcial de títulos cabiais pelo Banco Central, deram sustentação ao dólar. Tanto que a entrada pela manhã de cerca de US$ 200 milhões, através do Banco do Brasil, foi completamente absorvida, por conta da grande demanda pela moeda no mercado à vista.
Analistas disseram que o giro financeiro ontem andou por volta de US$ 2,5 bilhões, cerca de 14% acima do volume de ontem e bem superior à média registrada nas últimas semanas.
A Bovespa viveu mais um dia de preços em queda e volume reduzido. O índice da carteira teórica paulista encerrou o pregão em baixa de 1,40% e o giro financeiro somou apenas R$ 370 milhões. Novamente, as bolsas americanas deram o tom negativo do dia. A Nasdaq oscilou barbaramente -foi da mínima de -4,23% à máxima de +0,55%, para fechar em queda de 2,22%. O índice Dow Jones teve desvalorização de 1,05%.
Além disso, a cotação da moeda teve o reforço do novo avanço de preço do barril de petróleo de US$ 0,07, para US$ 33,23, nos contratos de novembro da Nymex, em Nova York.

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