Dólar comercial fecha com alta de 1,16%
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terça-feira, 10 de setembro de 2002
Agência Folha 
São Paulo A intervenção do Banco Central ontem não foi suficiente para conter a alta da cotação do dólar. A moeda norte-americana fechou a R$ 3,134 na compra e a R$ 3,137 na venda, alta de 1,12%.
Sem notícias do dia e nada no cenário econômico doméstico, dois fatores alimentaram o avanço da moeda norte-americana no mercado cambial brasileiro: a última rodada de pesquisas eleitorais, divulgada anteontem, e a expectativa pelo primeiro aniversário dos ataques terroristas contra os EUA, hoje.
Os EUA decretaram ontem o nível de alerta ''laranja'' um nível abaixo do alerta máximo, o ''vermelho'' sob a justificativa de que o risco de atentados contra alvos norte-americanos no 11 de setembro são muito altos. Além disso, as tensões entre os EUA e o Iraque aumentam a cada dia, e o temor de uma guerra no Golfo Pérsico alimenta a alta do petróleo e ameaça empurrar a economia global para uma nova recessão.
Na corrida presidencial, o mercado avaliou ontem a possibilidade do candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, vença já no primeiro turno. Entre os investidores, o preferido é o tucano José Serra, que manteria a atual política econômica caso eleito. Na última pesquisa Datafolha, o petista apresentou crescimento de três pontos percentuais, chegando a 40% das intenções de voto. Em segundo aparece Serra, com 21%, seguido por Ciro Gomes (PPS), que caiu cinco pontos, para 15%. Os votos brancos e nulos somam 4% e os indecisos, 6%. Para vencer no primeiro turno, o candidato precisa ter 50% mais um voto a mais do total dos válidos.
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou estável, com pequena alta de 0,05%, aos 9.960 pontos, após variar entre 10.051 pontos (alta de 0,97%) e 9.840 pontos (queda de 1,14%). O giro financeiro foi baixo, de apenas R$ 374,559 milhões.


