Dólar comercial fecha a semana com alta de 1,8%
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 20 de junho de 2003
Agência Folha 
São Paulo - O dólar comercial fechou estável, vendido a R$ 2,89, em um dia de poucos negócios, após o feriado de Corpus Christi. Na semana curta, a moeda americana ganhou cinco centavos, acumulando uma alta de 1,8%. No ano, já recuou 18,4%. Ontem, a cotação oscilou bastante. Entre uma máxima de R$ 2,914 (alta de 0,83%) e uma mínima de R$ 2,877 (baixa de 0,45%). O dia foi morto, resumiu Mario Battistel, diretor de câmbio da corretora Novação.
A expectativa para a próxima semana é que as cotações permaneçam abaixo da casa de R$ 3,00. Não há nada sinalizando que o dólar voltará a ficar acima do patamar de R$ 3, afirmou Rodrigo Trotta, analista do banco Banif Primus.
A entrada de recursos externos tende a aumentar. Ontem a Petrobras confirmou que, na próxima semana, vai captar US$ 500 milhões em papéis de dez anos. Entre os bancos e corretoras circulam rumores sobre possíveis operações de remessas de dólares, que podem pressionar a moeda em breve. Comenta-se que o Bradesco pode comprar a moeda para pagar a compra da filial brasileira do BBV. Fala-se ainda que o Banco do Brasil pode voltar a adquirir lotes de dólares, a pedido do Tesouro.
Além disso, os bancos estrangeiros deram início a um movimento de vendas dos títulos da dívida externa brasileira para colocar no bolso o dinheiro com a alta recente dos títulos. Eles aproveitam-se da notícia sobre a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco do Estado do Paraná (Banestado) no Congresso para vislumbrar riscos de atraso no cronograma de votação das reformas tributária e da Previdência.
Bovespa -O Ibovespa (principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em queda de 2,81%, aos 13.130 pontos, acumulando uma desvalorização de 4,3% na semana e de 2,1% no mês. No ano, a alta acumulada caiu para 16,5%. A semana negativa da Bolsa foi puxada pelo movimento de realização de lucros, já esperado, que atingiu também o mercado de dívida externa. Os investidores preferiram vender os papéis para colocar o dinheiro no bolso. O volume financeiro foi baixo devido à redução dos negócios após o feriado de Corpus Christi. Somou R$ 587,455 milhões.


