Dólar comercial fecha a R$ 3,512
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terça-feira, 12 de novembro de 2002
Agência Folha 
São Paulo Após operar durante a maior parte da manhã abaixo de R$ 3,50, patamar que cedeu ontem pela primeira vez desde 20 de setembro, o dólar fechou o dia cotado a R$ 3,508 na compra e a R$ 3,512 na venda, queda de 0,93%. As oscilações do dia se deram em torno de uma operação para alongar a dívida de US$ 1,9 bilhão que vence na quinta-feira, e da qual ainda resta pouco mais da metade para rolar. A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em alta de 0,25%.
O dólar caiu com força durante a manhã, quando exportadores se anteciparam em vender moeda prevendo uma queda maior após a operação. Depois, com a notícia de que a rolagem da dívida ficou aquém do esperado, a baixa se reduziu. Com a operação de ontem, o BC completou 48,95% do montante cerca de três quartos desse montante haviam sido alongados na sexta-feira.
A liquidação da dívida é positiva porque reduz a exposição do governo ao câmbio, mas por outro lauda causa pressão sobre a cotação os investidores forçam a alta da moeda para obter maior lucro.
Bolsa O feriado nos Estados Unidos hoje enfraqueceu os negócios na Bolsa paulista, que fechou com o menor giro financeiro desde o dia 7 de outubro, um dia após o primeiro turno das eleições.
A Bovespa operou a maior parte do dia em alta e fechou com valorização moderada de 0,25%, aos 9.885 pontos. O giro financeiro, porém, ficou reduzido a R$ 276,164 milhões. Esse é o menor movimento financeiro desde 7 de outubro (R$ 271,976 milhões), quando os negócios foram influenciados pela cautela dos investidores devido às incertezas sobre a eleição presidencial.
O giro de ontem ficou também bem baixo da média diária do mês, que até a última sexta-feira estava em R$ 505,140 milhões. Com o feriado nos Estados Unidos (Dia dos Veteranos de Guerra), apenas parte do mercado norte-americano funcionou, o que refletiu nos negócios com ações no Brasil. Além disso, na sexta-feira será feriado no Brasil (Proclamação da República), mais um motivo para os investidores ficarem retraídos.
''O mercado ficou praticamente parado, com o investidor só observando se ocorria alguma oscilação mais forte'', disse o analista da corretora Socopa, Michel Campanella.


