São Paulo - O dólar comercial terminou a semana em queda de 4,42%. Ontem, a moeda terminou cotada a R$ 3,223, com desvalorização de 0,98%. A moeda norte-americana está agora com a menor cotação desde 17 de setembro do ano passado.
Depois de recuar na abertura, o dólar passou a ganhar porque algumas empresas com despesas em dólares aproveitaram o preço mais baixo para reforçar seu caixa.
Entretanto, os bancos Bradesco e ABN realizaram grandes captações no exterior e ajudaram a derrubar a cotação da moeda norte-americana.
Negócios de companhias exportadoras também contribuíram para a queda; elas se beneficiam da confiança crescente dos investidores no Brasil por meio das novas linhas de crédito abertas.
Bolsa - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu 5,9% nesta semana, encerrada ontem com alta de 0,49%, a quarta consecutiva. No ano, os ganhos acumulados atingem 7%. Favoreceram esse desempenho a vitória do governo na votação da emenda que abre espaço para a autonomia do Banco Central, anteontem, e o avanço das tropas da coalização anglo-americana rumo à batalha final em Bagdá.
Lula - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou ontem a intervenção do governo para evitar a queda acentuada do dólar. ''O governo não vai segurar'', afirmou o presidente, em discurso na solenidade de inauguração da terceira linha de produção de alumina (matéria-prima do alumínio) da Alunorte, nos arredores de Belém.
O presidente acrescentou: ''O câmbio é flutuante e o dólar vai cair até quando tiver que cair. Não cabe a nós do governo dizer 'não, vai parar em dois, três'. Ele (o dólar) ele vai cair enquanto tiver que cair.'' Lula assegurou ainda que o governo vai manter o câmbio flutuante. ''Obviamente, a gente pode ter um ou outro que reclama'', afirmou.
Dirigindo-se ao presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, Lula brincou: ''Não vem você amanhã reclamar comigo.'' A Vale do Rio Doce trabalha com uma previsão de exportação de US$ 3,6 bilhões este ano.

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