Dólar comercial 'bate' todos os investimentos
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sexta-feira, 01 de dezembro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O mal-estar em relação à Argentina e as preocupações quanto ao ritmo de desaceleração da economia americana levaram o dólar comercial a encerrar novembro na liderança do ranking das aplicações, apurando alta de 4,21% no período, cotado a R$ 1,981. Em segundo lugar, ficou o dólar paralelo, com valorização de 3,18% no período. Num cenário de tanta instabilidade, a bolsa de valores apanhou feio, e o Índice Bovespa fechou o mês em baixa de 10,63%, mais uma vez na lanterninha do ranking.
Todas as aplicações de renda fixa, por sua vez, renderam acima da inflação de 0,29%, medida pelo IGPM da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O líder do segmento foram os fundos de renda fixa, que registraram rentabilidade líquida de 0,98%, seguidos de perto pelos CDBs para grandes quantias, com rendimento de 0,96%. A caderneta teve mais uma vez o pior desempenho da renda fixa 0,62%.
Em dezembro, o quadro deve continuar instável, entende o diretor-geral do Banque Nationale de Paris (BNP) Asset Management, André Pires. Segundo ele, a atenção do mercado vai continuar voltada para a Argentina e para os Estados Unidos. As perspectivas em relação ao país vizinho são um pouco melhores, uma vez que os detalhes do pacote de ajuda financeira a ser liderado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) deverão ser conhecidos nos próximos dias. Pires ressalta, porém, que as incertezas em relação à Argentina só vão diminuir se o valor da linha de crédito for convincente, na casa de US$ 20 bilhões.


