Dólar (desceu)
Bolsa (desceu)



Dólar começa a semana com volatilidade

Moeda americana encerra o dia com baixa de 0,19%

A última semana de negócios antes das festas de fim de ano começou com volatilidade alta no câmbio, em segunda-feira (17) marcada por volume mais tímido de negócios. Pela manhã, fatores técnicos predominaram e, diante da maior procura pela moeda para compromissos comuns nos meses de dezembro, como envio de recursos de empresas para as matrizes no exterior, o dólar subiu e chegou a encostar em R$ 3,93, destoando do comportamento de outros emergentes. Na parte de tarde, o dólar passou a cair, influenciado pela fraqueza da moeda norte-americana no exterior, batendo na mínima do dia, em R$ 3,87. No final da sessão, o dólar à vista encerrou em R$ 3,8993, com baixa de 0,19%.

Nova York influencia queda do Ibovespa

A liquidez reduzida e o mau humor nas bolsas de Nova York foram elementos determinantes para a queda de 1,20% registrada nesta segunda, pelo Índice Bovespa, que fechou aos 86.399,68 pontos. Sem fatos de maior impacto no ambiente político doméstico, o cenário internacional foi mais uma vez a principal referência para os negócios. O Ibovespa chegou a ensaiar uma alta pela manhã, quando atingiu a máxima de 87.819,90 pontos (+0,42%), mas perdeu o fôlego ainda com a indicação de abertura negativa em Nova York. As sucessivas mínimas do dia ocorreram durante a tarde, influenciadas principalmente pelas ações do setor financeiro, bloco de maior peso na carteira do índice.

Taxas futuras flutuam perto da estabilidade


O mercado de juros começou a semana em marcha lenta com as taxas futuras rondando a estabilidade durante a maior parte da sessão. A partir do fim da sessão regular, se firmaram em baixa renovando mínimas em meio à aceleração da queda do dólar ante o real e declarações do futuro ministro da Economia Paulo Guedes reforçando a pauta liberal do novo governo. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) fechou com taxa de 6,590%, de 6,591% no ajuste de sexta-feira, e o DI para janeiro de 2021 terminou com taxa de 7,45% (mínima), de 7,502% no último ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2023 caiu de 8,812% para 8,78% e a do DI para janeiro de 2025 ficou estável, em 9,45%, de 9,452%.

Mercado está em compasso de espera pela agenda da semana

A menor disposição para a montagem de posições pode ser atribuída ao compasso de espera pela forte agenda da semana, que tem como destaques a ata do Copom nesta terça-feira, a decisão de política monetária nos Estados Unidos na quarta-feira e o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) na quinta. Já a agenda do dia, com IBC-Br e pesquisa Focus, ficou em segundo plano. Breno Martins, economista da Mongeral Aegon Investimentos, lembrou que a segunda-feira foi positiva para as moedas emergentes, mas uma oscilação maior dos juros ficou para o final da sessão. "Temos o dólar e os juros com queda à tarde pelo mesmo motivo: as declarações de Paulo Guedes", disse.

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