São Paulo - O dólar atingiu R$ 3 ontem, mas perdeu força e fechou na casa de R$ 2,98, pressionado pela derrota do governo no Congresso em relação ao ajuste fiscal e pelas incertezas sobre o programa de intervenções do Banco Central no mercado cambial. O dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou o dia com avanço de 2,56%, a R$ 2,978, maior patamar desde 18 de agosto de 2004, quando a moeda encerrou a R$ 2,987. Foi a maior alta diária do dólar desde 30 de janeiro deste ano.
O dólar comercial, usado em transações no comércio exterior, fechou com alta de 1,77%, a R$ 2,98, maior valor desde 19 de agosto de 2004, quando era R$ 2,987. A moeda foi pressionada pelas incertezas sobre a possibilidade de o governo conseguir aprovar seu ajuste fiscal e impedir um rebaixamento da nota de crédito do país pelas agências de classificação de risco.
Na noite de terça-feira, o presidente do Congresso, Renan Calheiros, que foi citado na Operação Lava Jato, devolveu ao Palácio do Planalto a medida provisória com uma das principais medidas do ajuste fiscal proposto pela presidente Dilma Rousseff. Renan determinou a devolução de uma medida provisória que aumentava tributos pagos por empresas de vários setores, apresentada pelo governo ao Congresso no fim da semana passada.

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