São Paulo - Pelo oitavo dia, a taxa de câmbio encerrou em queda, num mercado em que o Banco Central desponta como comprador isolado na praça. Nas últimas operações de ontem, o dólar comercial foi negociado por R$ 1,924, em um declínio de 1,48% sobre a cotação de ontem. O dólar turismo fechou a R$ 2,050, em alta de +0,49%. Somente nesses oito dias, o preço da moeda americana desvalorizou 8,81%.
Nesta semana, os indicadores econômicos dos EUA, da Europa e da Ásia ainda reforçam o otimismo dos agentes financeiros. Em um cenário onde a retomada da economia global pode vir mais cedo que o esperado, o nível geral de aversão ao risco caiu e gestores de investimentos voltam a movimentar os recursos que ficaram ''estagnados'' durante a pior fase da crise mundial. Até o momento, economias emergentes como o Brasil tornaram-se alguns dos alvos dessa liquidez mundial.
''É um fluxo que vem para investir na Bolsa de Valores, é um fluxo que vem pela balança comercial, é um fluxo de recursos que entra no país para aproveitar um dos maiores juros do mundo'', comenta Mário Paiva, analista da corretora Liquidez, lembrando que o fato do país ser credor em dólar eleva a segurança dos agentes financeiros que trazem os dólares para o mercado doméstico. ''E você já vê muitas empresas com programações para fazer novas captações lá fora. E algumas já estão com essas programações bem adiantadas'', acrescenta.
O Banco Central entrou no mercado de câmbio entre 15h34 e 15h44, comprando dólar por R$ 1,9270 (taxa de corte).
Juros futuros
As taxas projetadas no mercado futuro da BM&F caíram mais uma vez. A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no município de São Paulo fechou o mês de maio com alta de 0,33%, contra 0,34% na terceira quadrissemana do mês passado. O resultado veio em linha com o esperado pelo mercado.

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