Agência Estado
De São Paulo
Pelo quinto dia útil consecutivo, o dólar fechou em baixa nesta terça-feira. No encerramento dos negócios, a cotação da moeda norte-americana caía 0,43% e atingia R$ 1,8600, no nível mais baixo desde o dia 12 de agosto passado. O Banco Central não vendeu dólares no mercado de câmbio, mantendo apenas sua estratégia de vigilância constante das operações.
A queda do dólar continua sendo atribuída principalmente à estratégia do BC de controlar o câmbio, induzindo o mercado a operar em posições vendidas. Na manhã de ontem, comentou-se também que houve ingresso de dólares, favorecendo o fluxo cambial positivo. No período da tarde, o volume de negócios se reduziu e o câmbio ficou praticamente estabilizado na casa de R$ 1,8600.
Operadores observam que nesta quarta-feira será divulgada a primeira prévia do IGP-M de dezembro. É esperada uma taxa ainda elevada, como já alertou o economista Paulo Sidney Melo Cota, da FGV-RJ. Cota alertou ontem para a influência da alta da inflação em novembro nas primeiras prévias da inflação de dezembro. Cota informou também que, apesar disso, a tendência é de recuo nos preços.
A falta de referências domésticas fortes, aliada à acelerada queda da Bolsa de Nova York depois das 17h30, comprometeu o desempenho das bolsas brasileiras nesta terça-feira. O Ibovespa foi perdendo forças, depois de ter subido até 1,14% durante o pregão, e fechou em queda de 0,30%. O volume negociado em São Paulo somou R$ 738 milhões. A Bolsa do Rio fechou em alta de 0,54%.
Em Wall Street, as ações da Coca-Cola deprimiram o Dow Jones, em meio à incerteza gerada pelo anúncio surpreendente de que seu chairman e executivo-chefe – Douglas N. Daft – vai se aposentar, menos de três anos depois de assumir o cargo. Anteontem, as ações da Coca-Cola fecharam em queda de 5,4%. Ontem, o analista Skip Carpenter, da Donaldson, Lufkin & Jenrette, rebaixou sua recomendação para Coca-Cola, segundo a Dow Jones. Às 18h11, as ações da Coca caíam 6,35%.
Operadores comentam que as bolsas podem já estar entrando no ritmo da segunda quinzena do mês, quando se espera um sensível arrefecimento do ritmo dos negócios. Mas lembram que a primeira prévia do IGP-M, a ser divulgada hoje, e a primeira quadrissemana da Fipe, na sexta, podem provocar oscilações.

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