Dólar cai e fecha no menor valor desde 31 de agosto
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quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Agência Estado 
Subiu
Vale
Desceu
Taxas de juros
Câmbio varia com apetite
pelo risco de emergentes
O dólar teve novo dia de queda e terminou a quinta-feira (20) em baixa de 1,38%, a R$ 4,0739, o menor valor desde 31 de agosto (R$ 4,0646). O cenário externo novamente foi o principal fator a impulsionar a queda da moeda. Com o bom humor externo e o maior apetite por risco de emergentes, investidores seguiram o desmonte de posições compradas em real, fazendo finalmente a moeda cair abaixo do patamar psicológico de R$ 4,10. O nível era visto como ponto de compra, afirma um diretor de tesouraria. A esperada escalada da tensão comercial entre China e Estados Unidos, após o anúncio da Casa Branca de mais tarifas sobre produtos chineses, não ocorreu na velocidade esperada.
Bovespa tem pregão de
instabilidade e leve queda
O Índice Bovespa voltou a mostrar pouco fôlego para avançar rumo a novas resistências e teve um pregão de instabilidade. O desempenho positivo das bolsas de Nova York e a queda do dólar real foram referências positivas, que limitaram o movimento de realização de lucros visto desde a véspera. Assim, o Ibovespa terminou o dia aos 78.116,01 pontos, em baixa de 0,07%. A escassez de notícias acabou por figurar como um pano de fundo positivo, uma vez que não houve sobressaltos nem com o cenário internacional, pelos atritos comerciais entre EUA e China, nem com o front eleitoral doméstico, com interpretações diversas sobre a última pesquisa Datafolha.
Exportadores e Petrobras
puxam índice para baixo
A queda do dólar para o patamar dos R$ 4,07 foi fator positivo no mercado em geral, mas pressionou para baixo as ações de empresas exportadoras, que ultimamente vinham ganhando com a valorização da moeda americana. JBS ON terminou o dia com perda de 3,24% e Embraer ON cedeu 2,40%. Na ponta contrária esteve Gol PN, com ganho de 5,62%, atribuído ao impacto positivo da queda do dólar nas contas da companhia. Na análise por ações, tiveram papel determinante para a baixa do Ibovespa as quedas das ações da Petrobras (-0,69% na ON e -0,55% na PN), pela cotação internacional menor do petróleo, e dos papéis do setor financeiro, como Itaú Unibanco PN (-0,65%). Por outro lado, Vale ON subiu 1,26%.
Taxas de juros recuam
sob efeito do Copom
Os juros futuros fecharam a sessão regular em queda, refletindo a mensagem do comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária) e o forte alívio no câmbio. O dólar ampliou o recuo na última hora de negócios, renovando mínimas ante o real, em linha com o movimento ante outras moedas de economias emergentes. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 8,49%, de 8,537% no ajuste do dia anterior, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 9,746% para 9,72%. O DI para janeiro de 2023 fechou com taxa de 11,31%, de 11,365% na última quarta-feira, e a do DI para janeiro de 2025 caiu de 12,144% para 12,03%.


