São Paulo O dólar comercial terminou ontem em baixa de 0,48%, vendido a R$ 2,865, aproximando-se do seu menor valor desde julho do ano passado. No último dia 5 de junho, a moeda norte-americana atingiu a cotação de R$ 2,860.
O mercado está testando esse piso em meio às expectativas de novas captações de empresas brasileiras no exterior - que explicam em grande parte a queda de 5,75% do dólar em quinze dias -, de olho nos índices de inflação a serem divulgados nesta semana.
Se vierem de acordo com a expectativa do mercado, reforçando a tendência de queda verificada nas últimas medições, somam-se aos argumentos dos que defendem um corte na Selic (taxa básica de juros da economia) na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), na próxima semana.
Hoje, será divulgado o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de maio. Esse é o indicador oficial do governo, utilizado no sistema de metas acertadas com o FMI (Fundo Monetário Internacional).
Na quarta-feira sai o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe. Embora o preço baixo do dólar atraísse compradores, a tendência predominante ontem foi a de baixa, devido à perspectiva de novas captações. A Usiminas anunciou sua segunda captação no ano, por meio da emissão de US$ 50 milhões em eurobônus.
O clima no mercado é de expectativa pelos números de inflação e bancos, empresas e investidores preferem esperar esses dados antes de fechar negócios. O risco-país subiu ontem 0,82%, para 732 pontos. O C-Bond, principal título da dívida externa brasileira, fechou vendido a 92,250% do valor de face, com alta de 0,41%.

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