São Paulo - O mercado de câmbio negociou o dólar comercial a R$ 2,112 para venda, em decréscimo de 2,58%, nas últimas operações registradas hoje. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,230, em baixa de 3,46%.
Em seu leilão diário de ''swap'' cambial, o Banco Central colocou pouco mais de US$ 600 milhões desses contratos, que oferecem proteção ao agente financeiro contra as oscilações do dólar e tendem a diminuir a pressão sobre os preços da moeda americana.
O preço da moeda americana cedeu durante toda a jornada de negócios, em um dia de forte recuperação da Bolsa de Valores. A taxa oscilou entre o valor máximo de R$ 2,160 e a mínima de R$ 2,089.
Segundo analistas, o ''bom humor'' dos mercados pode ser explicado pela expectativa em torno da eleição do próximo presidente dos EUA. Para profissionais de bancos e corretoras, a crise financeira pode ser enfrentada com novas medidas a partir da definição de um novo mandatário para a Casa Branca.
A Aracruz admitiu hoje um prejuízo de US$ 2,13 bilhões devido a suas operações com câmbio no mercado financeiro. A empresa amargou perdas bilionárias devido a apostas no mercado futuro contra o dólar. O departamento financeiro da companhia ''devia'' explicações ao mercado sobre como essa posição seria revertida e a que custos, o que gerava alguma especulação nas mesas de operações de bancos e corretoras.
Ontem, a empresa esclareceu que deve saldar seus compromissos com os bancos até o final deste mês. Segundo analistas, o anúncio contribuiu para aliviar essas especulações, dado o tamanho da posição da Aracruz.
Juros futuros
O mercado futuro de juros, que referencia as tesourarias de bancos, rebaixou novamente as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011.
No contrato com vencimento em janeiro de 2009, a taxa projetada caiu de 13,74% ao ano para 13,71%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 15,59% para 15,27%; no contrato com o vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista recuou de 16,35% para 15,96%

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