Folhapress
  São Paulo - O dólar comercial foi cotado a R$ 2,093 na venda, em decréscimo de 2,42%, nas últimas operações de ontem. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado a R$ 2,220, em decréscimo de 3,05%. A taxa de risco-país teve queda de 14%, para os 443 pontos, numa forte sinalização de que o ambiente de negócios melhorou, após as medidas trilionárias anunciadas por países dos quatro continentes, com destaque as nações européias e os Estados Unidos, para resgatar o sistema financeiro e impedir uma corrida aos bancos.
  O Banco Central voltou a atuar no mercado de câmbio, com dois leilões de venda de dólares, no mercado à vista (com queima de reservas) e no mercado futuro (leilão de ‘‘swap’’ cambial).
  Na primeira operação, por volta das 12 horas, o BC aceitou ofertas por R$ 2,090 (taxa de corte). O BC não revela o montante de dólares negociados nos leilões
de compra ou venda à vista. Na segunda-feira, a autoridade monetária comunicou que já vendeu mais de
US$ 3 bilhões das reservas para fornecer moeda para o mercado.
  Já na segunda operação, realizada a partir das 12h45, o BC conseguiu colocar na íntegra o total de contratos oferecidos para os agentes financeiros: 2.060 contratos com vencimento para janeiro de 2009 e 23.150 contratos com vencimento para fevereiro de 2009.
Juros futuros
  O mercado futuro de juros, que serve de referência para as tesourarias dos bancos, ajustou para cima as taxas projetadas para 2009, 2010 e 2011.
  No contrato com vencimento em janeiro de 2009,
a taxa projetada subiu
de 13,88% ao ano para 13,93%; no vencimento de janeiro de 2010, a taxa projetada avançou de 14,63% para 14,68%; e no vencimento de janeiro de 2011, a taxa prevista passou de 15,08% para 15,10%.

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