Dólar cai e bolsa tem alta
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terça-feira, 10 de abril de 2001
Agência Estado De São Paulo 
O dólar comercial manteve tendência de baixa e fechou perto da mínima de venda, com recuo de 0,97%, cotado a R$ 2,138, menor preço desde 29 de março. A continuidade das fortes altas nas bolsas dos Estados Unidos e na Bovespa, e o arquivamento do pedido de urgência para instalação da CPI da Sudam estimularam tesourarias a vender parte das posições em dólar adquiridas para hedge (proteção).
Além disso, nova entrada de recursos pelo Santander para pagamento de parte da operação de compra de ações do Banespa de acionistas minoritários, que será liquidada hoje também ajudou no recuo dos preços.
Os contratos futuros de dólar projetaram alta de 0,02%, para R$ 2,15, em 1º de maio; queda de 0,96%, para R$ 2,1679, em 1º de junho; e recuo de 1,02%, para R$ 2,1820, em 1º de julho.
No mercado à vista, o dólar comercial oscilou 0,66%, entre a mínima de R$ 2,137 (-1,02%) e a máxima de R$ 2,151 (-0,37%). O giro financeiro no D2 pronto manteve-se fraco e em cerca de US$ 1,4 bilhão.
A boa performance das bolsas norte-americanas a Nasdaq fechou em alta de 6,09% e o Dow Jones, de 2,62% , por causa da percepção do mercado de que está terminando a fase de alertas de empresas, mudou o humor dos mercados cambial e de ações domésticos. A Bovespa fechou com alta de 2,24%.
O juro projetado pelo DI outubro, contrato de DI futuro mais negociado na BM&F, despencou. Fechou o dia com projeção de 18,22%, perto da mínima do dia (18,18%), ante 18,71% do fechamento de anteontem.


