Dólar cai com alívio externo e maior apetite por risco
Já a Bolsa de Valores brasileira subiu 0,48%, puxada por Itaú e B3, que garantiram alta semanal de 0,9%
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sexta-feira, 06 de fevereiro de 2026
Já a Bolsa de Valores brasileira subiu 0,48%, puxada por Itaú e B3, que garantiram alta semanal de 0,9%

O dólar encerrou a sexta-feira em queda no mercado brasileiro, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior e a melhora do apetite por risco. O movimento ocorreu em meio à redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio e à expectativa dos investidores por dados importantes do mercado de trabalho dos Estados Unidos na próxima semana. A divisa foi negociada a R$ 5,22, acumulando recuo também no balanço semanal. As informações são do Infomoney e do Terra.
No cenário internacional, o índice que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas de países desenvolvidos apresentou leve baixa, refletindo a cautela dos agentes financeiros antes da divulgação do relatório de emprego norte-americano. O desempenho das bolsas em Nova York, com valorização dos principais índices, favoreceu ativos de países emergentes, como o real.
Além disso, o Brasil segue sendo beneficiado pelo elevado diferencial de juros em relação às economias centrais, o que mantém o país atrativo para investidores estrangeiros. Esse fluxo de recursos para a renda fixa e para a bolsa contribui para sustentar a valorização da moeda brasileira no curto prazo.
Nos Estados Unidos, indicadores recentes apontaram uma leve melhora no sentimento do consumidor, acima das expectativas do mercado. Ainda assim, persiste a percepção de que o mercado de trabalho pode entrar em uma fase de desaceleração mais acentuada, o que mantém o debate sobre os próximos passos da política monetária. A inflação segue acima da meta oficial, o que reforça a postura cautelosa do Federal Reserve.
No campo geopolítico, houve avanço em conversas indiretas entre Estados Unidos e Irã, mediadas por países da região. Apesar de não haver detalhes sobre eventuais acordos, o simples fato de haver diálogo contribuiu para reduzir, temporariamente, a aversão ao risco nos mercados globais.
No cenário doméstico, o Ministério da Fazenda revisou suas projeções para a economia. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto para 2026 foi levemente ajustada para baixo, enquanto a projeção para a inflação ao consumidor subiu marginalmente. Para 2025, a expectativa de crescimento foi mantida em patamar próximo ao anterior.
O governo também destacou a pressão crescente das despesas obrigatórias sobre o orçamento. Projeções indicam forte expansão dos gastos com benefícios assistenciais e previdenciários ao longo da próxima década, impulsionados pelo envelhecimento da população e pela ampliação do número de beneficiários. Em alguns anos, essas despesas devem superar programas sociais tradicionais em volume de recursos.
A avaliação interna é de que a estabilização da dívida pública dependerá não apenas do controle fiscal, mas também da condução da política monetária e do crescimento econômico. A coordenação entre as políticas fiscal, monetária e econômica é vista como essencial para manter a inflação sob controle e garantir um ambiente mais previsível para os investimentos.
Bolsa
O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, sustentado pelo bom desempenho das ações do Itaú Unibanco e da B3, em um pregão marcado pela forte queda dos papéis do Bradesco, após projeções divulgadas pelo banco para 2026 frustrarem as expectativas do mercado.
O principal índice da Bolsa brasileira avançou 0,48%, aos 182.996,5 pontos, segundo dados preliminares. Durante o dia, chegou à máxima de 183.262,07 pontos e à mínima de 181.390,73 pontos.
No acumulado da semana, o Ibovespa registrou ganho de 0,9%.
O volume financeiro negociado nesta sexta-feira somava R$ 26,99 bilhões antes dos ajustes finais.


Da Redação
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