Dólar cai ao menor valor do ano e fecha em R$ 3,920
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quinta-feira, 04 de fevereiro de 2016
Folhapress 
São Paulo - O dólar caiu ontem e fechou na menor cotação em mais de um mês, acompanhando o recuo da moeda norte-americana nos mercados globais diante da alta dos preços do petróleo e de dados fracos sobre a economia dos Estados Unidos. O real, porém, se descolou de outras divisas e se valorizou mais ante o dólar. Trata-se do menor nível de fechamento desde 29 de dezembro do ano passado, quando ficou em R$ 3,876. O dólar à vista, referência do mercado financeiro, fechou em baixa de 1,86%, a R$ 3,920, já o dólar comercial, utilizado no comércio exterior, se desvalorizou em 1,70%, a R$ 3,920.
Operadores citaram entre os motivos para esse descolamento suspeitas do mercado em relação à venda de R$ 1,6 bilhão em Notas do Tesouro Nacional-Série A na véspera. As operações chamaram atenção porque NTN-As, títulos atrelados a variação do dólar, já não são mais emitidos pelo Tesouro Nacional. Circularam no mercado rumores de que teria ocorrido uma operação semelhante ontem, incluindo também uma venda de dólares no mercado futuro relacionada à proteção cambial. "Cogita-se um título em torno de R$ 1,6 bilhão. Isso não acontece há algum tempo, então já tem investidor vendendo dólar para correr ao título cambial do governo, caso ele lance mais", disse Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora.
Na manhã de ontem, o Banco Central promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps que vencem em março, vendendo a oferta total de 11,9 mil contratos. Ao todo, a autoridade monetária já rolou US$ 1,747 bilhão, ou cerca de 17% do lote total, que equivale a US$ 10,118 bilhões.
BOLSA
O principal índice acionário do Brasil fechou em alta nesta ontem, influenciado pela valorização das ações do setor financeiro, Vale e Petrobras. O Ibovespa teve alta de 2,57%, aos 39.588 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,292 bilhões. "A recuperação dos preços do petróleo, voltando acima dos US$ 30 ajudou, assim como outras commodities. Tudo isso deu uma espécie de alívio no mercado e fez a Bolsa subir", avaliou Newton Rosa, economista da SulAmerica Investimentos.


