São Paulo - O dólar fechou ontem no menor patamar em dois meses, acompanhando a euforia no mercado financeiro, em dia de forte queda do risco Brasil e de disparada da Bovespa e dos títulos da dívida externa. A moeda americana recuou 0,83% e encerrou vendida a R$ 2,855, menor valor desde o dia 3 de novembro, quando custava R$ 2,850.
A divisa só caiu nos dois dias de negócios de 2004. Na sexta-feira passada, a queda tinha sido de 0,79%. É a segunda sessão consecutiva em que a moeda americana fica abaixo do patamar de R$ 2,90. No último dia útil de 2003, o dólar valia R$ 2,902. Os exportadores costumam reclamar quando a moeda americana se distancia muito do ''teto'' de R$ 3, pois temem que os produtos brasileiros fiquem mais caros lá fora.
Por enquanto, o comércio exterior continua dando boas notícias para o mercado. Ontem foi divulgado que, depois de registrar um superávit histórico de US$ 24,8 bilhões no ano passado, a balança comercial brasileira iniciou 2004 com um saldo positivo de US$ 35 milhões.
Para o estrategista de renda fixa do Unibanco, Eduardo Freitas, a entrada de recursos externos deve seguir positiva neste início de 2004.
''A partir da próxima semana, as empresas e bancos devem voltar a captar recursos no mercado internacional'', afirma Freitas.
Ontem o risco Brasil chegou a cair mais 10% e a Bovespa a subir mais de 4%. O C-Bond, papel da dívida externa, bateu recorde, sendo negociado a 99,25% do valor de face.
Perspectivas otimistas de crescimento da economia brasileira e dos EUA motivam o bom humor dos investidores no início da primeira semana completa do ano.

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