Dólar cai 1,22% na semana; Bovespa tem ganho de 2,48%
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2003
Agência Folha 
São Paulo Em uma sexta-feira de poucos negócios, o dólar fechou em queda de 0,13%, cotado a R$ 3,615 para compra e a R$ 3,62 para venda. Na semana, a queda acumulada da moeda norte-americana ficou em 1,22%.
Segundo analistas, a tendência da moeda é de queda devido à expectativa de redução da liquidez em reais do mercado na próxima semana.
Na segunda e na terça-feira, serão devolvidos pelas instituições ao Banco Central, em reais, US$ 375,2 milhões em linhas para exportação.
Ontem, no entanto, a queda encontrou três freios. O principal foi uma explosão na região de refinarias no distrito de Staten Island, Nova York. O incidente assustou o mercado e os temores de um novo atentado não foram completamente descartados.
O segundo fator a pesar é o fim de semana - os investidores não se deixam descobertos (sem dólares) diante da perspectiva de guerra no Iraque.
Finalmente, principalmente durante a manhã, pesou a decisão do Tesouro Nacional de ir a mercado comprar US$ 2 bilhões para saldar juros de dívida este ano.
Bolsa A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o pregão de ontem em alta de 1,11%, aos 10.330 pontos e giro de R$ 379,144 milhões. Na semana, o Ibovespa (principal índice que reúne 54 ações) acumulou ganhos de 2,48%.
O mercado acionário brasileiro acompanhou de perto o movimento em Wall Street. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou em alta de 1,30%.
No final da manhã, a notícia sobre a explosão do terminal da ExxonMobil fez a Bolsa cair 0,70%, mas como não havia sinais de atentado, o Ibovespa voltou a subir.
''Para a próxima semana, não estou muito otimista. O mercado poderá sofrer rebuliço com um possível ultimato do governo americano ao Iraque'', diz o diretor da corretora Planner, Luiz Antonio Vaz das Neves.
A expectativa de que a possível guerra no Iraque demore semanas para acontecer e os elogios do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) à equipe econômica brasileira levaram o risco Brasil a fechar em queda de 2,13%, a 1.286 pontos - menor valor desde 16 de janeiro. Já o C-Bond, principal título da dívida brasileira negociado no exterior, subiu 1,07% para 71% do valor de face.


