Dólar bate novo recorde e já encosta em R$ 2,40
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terça-feira, 05 de junho de 2001
Das agênciasDe Brasília 
O dólar comercial atingiu ontem novo patamar recorde do Plano Real, a R$ 2,39. A moeda norte-americana terminou em alta de 0,33%, cotada a R$ 2,388 para compra e R$ 2,390 para venda. O recorde anterior havia sido na última sexta-feira, quando a taxa de câmbio terminou em R$ 2,382.
Durante o dia, a taxa de câmbio foi negociada entre as cotações mínima de R$ 2,380 (praticamente estável, com baixa de 0,08%) e máxima de R$ 2,394 (alta de 0,50%). No pregão da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), o dólar de julho fechou em alta de 0,31%, cotado a R$ 2,409. Ontem, esse vencimento, que projetava o dólar para este mês, foi ajustado em R$ 2,402.
O Banco Central tem atuado no mercado de câmbio somente nos momentos de maior pânico e nos quais a liquidez do mercado desaparece. A explicação foi dada, ontem, pelo presidente do BC, Armínio Fraga, aos senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) que mostraram preocupação com a constante alta do câmbio. Para Fraga, a reação do mercado à crise, que começou com a Argentina, passou pelo Senado e chegou ao setor energético, foi natural. Pode ter havido um certo exagero mas é da natureza do mercado, afirmou.
Na tentativa de aliviar as preocupações, o presidente do BC lembrou que a mudança do regime cambial em 1999 tem produzido efeitos. E destacou que, na época do regime de câmbio administrado, enquanto a cotação variava pouco, os juros davam saltos. Hoje, mesmo em um cenário de crise extrema, os ajustes nos juros foram pequenos.
Fraga admitiu que o País entrou em uma espécie de depressão por causa da combinação nefasta das crises política, energética e argentina. Ele também admitiu, sem citar números, que os investimentos estrangeiros diretos no País vão ficar abaixo do previsto e que esse fato negativo está ampliando a pressão sobre a cotação do dólar. Começamos o ano com uma quase euforia. Esse quadro começou a mudar com as questões internacionais, em particular a Argentina, disse.


